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INTERNACIONAL

UE Exclui Brasil de Lista de Exportadores de Carne por Padrões de Antibióticos

Ausência do país na relação de conformidade europeia impede vendas a partir de setembro e intensifica pressão sobre o novo acordo comercial com o Mercosul.

12/05/2026 às 13:06
3 min de leitura
Carne

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A União Europeia (UE) divulgou, nesta terça-feira (12 de maio de 2026), uma lista de países terceiros que cumprem suas rigorosas normas contra o uso excessivo de antibióticos na pecuária, com uma notável ausência: o Brasil. A medida, que estabelece quais nações poderão continuar exportando carne para o bloco a partir de setembro, coloca em xeque uma fatia significativa do mercado europeu para os produtores brasileiros.

A exclusão do Brasil decorre da falta de garantias fornecidas pelo país a Bruxelas quanto à não utilização de produtos antimicrobianos na criação de gado. Embora nações como Argentina, Colômbia e México tenham sido validadas e possam seguir com suas exportações, as autoridades brasileiras ainda não apresentaram as salvaguardas exigidas pelas normas sanitárias europeias.

A lista, contudo, poderá ser atualizada caso o Brasil responda às exigências da UE. A publicação reflete o desejo da União Europeia de enviar um forte sinal de vigilância e integridade de seus padrões, especialmente após críticas do setor agrícola e da França à assinatura do acordo de livre comércio com os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai). Este acordo, vale lembrar, entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio de 2026, e aguarda uma decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.

“Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona”, afirmou Christophe Hansen, comissário europeu para a Agricultura. As normas europeias proíbem o uso de antimicrobianos em animais para promover o crescimento ou aumentar a produção, além de vedar o tratamento com medicamentos reservados para infecções humanas.

Essas diretrizes são parte fundamental da política europeia de combate à resistência dos micróbios aos medicamentos, um desafio global de saúde pública, e visam evitar o uso desnecessário de antibióticos na cadeia produtiva de alimentos.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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