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INTERNACIONAL

Cinco Mergulhadores Italianos Morrem nas Maldivas Após Entrar em Túnel Errado

Acidente fatal em caverna subaquática vitimou cinco turistas e um socorrista local; mar agitado e equipamentos inadequados dificultaram resgate.

22/05/2026 às 14:16
3 min de leitura
Giorgia Sommacal, sua mãe, Monica Montefalcone e o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti

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Cinco mergulhadores italianos morreram nas Maldivas em 14 de maio de 2026. O acidente fatal ocorreu durante uma sessão de “scooby diving”, modalidade de mergulho que utiliza equipamentos autônomos. Eles teriam entrado em um túnel errado de uma caverna subaquática, conforme informações divulgadas pela CBS News na quinta-feira, 21 de maio de 2026. A CEO da companhia responsável pela recuperação dos corpos, Laura Marroni, confirmou a informação.

As vítimas foram Monica Montefalcone, 52 anos, sua filha Giorgia Sommacal, 20 anos, Muriel Oddenino, 31 anos, Federico Gualtieri, 31 anos, e Gianluca Benedetti, 44 anos. Benedetti atuava como gerente de operações da embarcação e instrutor de mergulho.

Detalhes da Tragédia e Dificuldades do Resgate

A polícia local informou que o mar estava agitado na região, localizada a aproximadamente 100 km ao sul da capital Malé. As autoridades emitiram um alerta amarelo para embarcações de passageiros e pescadores. A tripulação da embarcação comunicou o desaparecimento dos cinco italianos após o grupo não retornar à superfície na manhã de 14 de maio.

Um mergulhador das Maldivas, o sargento-mor Mohamed Mahudhee, também morreu no sábado, 16 de maio de 2026, devido à complexidade da operação de resgate. Acidentes de mergulho são considerados relativamente raros nas Maldivas, embora a BBC registre várias mortes nos últimos anos.

O jornal italiano la Repubblica descreveu o sistema de câmaras da caverna. A primeira câmara conecta-se a uma segunda por um corredor de cerca de 30 metros de comprimento e 3 metros de largura. Na segunda câmara, um banco de areia esconde a entrada para o corredor e, logo acima, a entrada para a terceira câmara, que é um beco sem saída. Os corpos de Monica Montefalcone, Giorgia Sommacal, Muriel Oddenino e Federico Gualtieri foram encontrados próximos à saída desta terceira câmara, a uma profundidade de cerca de 50 metros. Gianluca Benedetti foi localizado perto da entrada da mesma câmara em 14 de maio.

Um grupo de mergulhadores finlandeses da organização de pesquisa DAN Europe, enviado para auxiliar na localização dos corpos, constatou que o grupo de italianos pode ter entrado na terceira câmara por engano. Eles teriam entrado em pânico ao perceber o beco sem saída antes que o estoque de oxigênio terminasse.

Laura Marroni reforçou essa hipótese. “Não havia saída por aquele caminho”, disse Marroni ao la Repubblica. Ela acrescentou que, se o grupo realmente se perdeu, a situação se tornou ainda mais crítica: “Teria sido muito complicado retornar, especialmente com a pouca quantidade de ar disponível”.

A CEO também apontou que o grupo utilizava cilindros de oxigênio padrão de 12 litros. Este modelo é inadequado para profundidades abaixo de 30 metros, não oferecendo tempo suficiente para um retorno seguro à superfície. “Estamos falando de 10 minutos, talvez até menos”, explicou Marroni. “Perceber que o caminho não é o certo e ter pouco ar depois de dar ré, talvez, é aterrorizante”, concluiu.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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