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INTERNACIONAL

Alerta Máximo: OMS Eleva Risco de Ebola na RDC para “Muito Alto”

Organização Mundial da Saúde destaca rápida propagação da doença e desafios de contenção em províncias marcadas por conflitos armados.

23/05/2026 às 01:16
3 min de leitura
Profissionais de saúde usando equipamentos de proteção individual (EPI) carregam desinfetante no hospital em Rwampara, em 21 de maio de 2026. De acordo com a OMS, o surto mais recente na RDC, o 17º a atingir o vasto país da África Central com mais de 100 milhões de habitantes, já é suspeito de ter causado 139 mortes em quase 600 casos prováveis. Muitos dos casos foram registrados no epicentro da epidemia, na província de Ituri, no nordeste da RDC, muitos em áreas de difícil acesso, assoladas pela série de grupos armados do leste congolês.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou na última sexta-feira, 22 de maio de 2026, o nível de risco da epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) de “alto” para “muito alto”, a classificação máxima. A decisão, anunciada pelo diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, reflete a rápida propagação da doença no país, embora os riscos regional e global permaneçam inalterados.

Em coletiva de imprensa, Ghebreyesus detalhou a revisão da avaliação de risco: “Anteriormente, a OMS havia avaliado o risco como alto nos níveis nacional e regional, e baixo no nível global. Agora, estamos revisando nossa avaliação para classificá-lo como muito alto no nível nacional, alto no nível regional e baixo no nível global.” Um porta-voz da organização confirmou à AFP que “muito alto” representa o nível mais elevado de risco.

A epidemia tem se alastrado pelas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, regiões particularmente sensíveis devido à linha de frente entre as forças congolesas e o grupo armado M23, apoiado por Ruanda. O M23 ocupa vastas extensões de território desde 2021, tornando a resposta sanitária extremamente difícil e gerando cenas de caos, especialmente em Ituri, considerado o epicentro do surto, onde a OMS enviou pessoal adicional.

Até o momento, a RDC registrou 82 casos confirmados, com sete mortes. Além disso, há aproximadamente 750 casos suspeitos e 177 mortes sob investigação no país. A situação em Uganda, por sua vez, é considerada estável, com dois casos confirmados e uma morte reportada.

O ebola é uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, responsável por mais de 15 mil mortes na África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que doenças como a COVID-19 ou o sarampo. Para a cepa Bundibugyo, responsável pelo atual surto, ainda não há vacina ou tratamento autorizado. Por isso, os esforços concentram-se em medidas de contenção rigorosas e na detecção rápida de novos casos para frear a disseminação.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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