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INTERNACIONAL

Machado confia em plano dos EUA para eleições na Venezuela e confirma candidatura

Líder opositora endossa estratégia de Donald Trump, que visa transição democrática após captura de Maduro e governo interino de Delcy Rodriguez.

24/05/2026 às 17:16
3 min de leitura
María Corina Machado

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A líder opositora venezuelana María Corina Machado demonstrou ontem, sábado (23), no Panamá, sua plena confiança no plano dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, para a realização de eleições no país. Em suas declarações, Machado confirmou sua intenção de participar do pleito como candidata, reforçando o objetivo de uma transição democrática.

O plano norte-americano foi anunciado por Trump logo após a captura do então presidente Nicolás Maduro pelo exército dos Estados Unidos, em 3 de janeiro deste ano. Desde então, a Venezuela é governada pela presidente interina Delcy Rodriguez, que anteriormente ocupava o cargo de vice-presidente de Maduro.

Em suas falas no Panamá, Machado enfatizou a colaboração com Washington. “Estamos mostrando que realmente queremos que esse plano avance, queremos coordenar e facilitar, com nosso principal aliado, o governo dos Estados Unidos, o sucesso dessa estratégia”, afirmou a opositora. Ela acrescentou que “para favorecer, acompanhar e facilitar esse plano, é necessário que esse processo culmine como fase em um processo eleitoral presidencial”.

A agenda de María Corina no Panamá incluiu um evento público ontem com a diáspora venezuelana. Para amanhã, segunda-feira (25), está prevista sua recepção pelo presidente panamenho, José Raúl Mulino, e uma visita à Assembleia de Deputados. Reiterando seu compromisso, Machado declarou: “Aqui há um objetivo, que é libertar o nosso país, um propósito, a transição para a democracia por meio de eleições presidenciais livres e justas, nas quais todos os venezuelanos votem (…) Hoje, aqui, ratificamos este propósito.” E de forma incisiva, concluiu: “Eu serei candidata.”

A escolha do Panamá para as declarações da líder opositora não é aleatória. O país centro-americano guarda as atas da eleição presidencial de 2024, que, segundo a oposição venezuelana, teriam dado a vitória a Edmundo González Urrutia, aliado de María Corina. Naquela ocasião, Nicolás Maduro se autoproclamou vencedor, mas parte significativa da comunidade internacional não reconheceu os resultados oficiais.

González Urrutia entregou milhares dessas atas durante uma visita a este país em janeiro de 2025, na presença de seis ministros das Relações Exteriores latino-americanos e de uma dezena de ex-presidentes. O chavismo, que ainda detém parte do poder na Venezuela, desconsiderou veementemente a validade desses documentos.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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