Câmara notifica STF sobre viagens internacionais de Mario Frias sem autorização oficial
Deputado esteve no Bahrein e EUA em maio de 2026 enquanto pedidos de missão oficial seguiam em análise; parlamentar já é alvo de controvérsia por financiamento de filme.
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A Câmara dos Deputados notificou o Supremo Tribunal Federal (STF) que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) realizou viagens internacionais em maio de 2026 sem a devida autorização oficial para missões. O documento, encaminhado ao ministro Flávio Dino, detalha que Frias esteve no Bahrein, entre os dias 12 e 18, e nos Estados Unidos, de 19 a 22, enquanto seus pedidos de liberação ainda estavam sob análise.
Apesar de o parlamentar já ter retornado ao país, as solicitações para ambas as viagens permanecem em fase de avaliação pela Casa Legislativa. A Câmara também esclareceu que os custos envolvidos nas deslocações de Frias não foram arcados pela instituição, indicando que a viagem ao Bahrein foi custeada pela embaixada do país asiático, responsável pelo convite.
Em nota divulgada na última quarta-feira, 20 de maio, Frias defendeu suas agendas, afirmando que a viagem ao Bahrein teve caráter institucional. Segundo o deputado, a programação incluía reuniões com representantes do Parlamento bareinita, do Economic Development Board (EDB) e do Conselho Shura, todas “previamente definidas”.
Para a viagem aos Estados Unidos, Frias alegou compromissos em Dallas, Texas, a convite do movimento Yes Brazil USA. O objetivo seria “reuniões com lideranças da comunidade brasileira no exterior, autoridades e representantes políticos, visando ao fortalecimento dos laços institucionais”. O parlamentar assegurou, ainda em sua nota, que todas as suas agendas internacionais foram “formalmente comunicadas à Câmara dos Deputados, por meio dos procedimentos administrativos próprios e regulares da Secretaria de Relações Internacionais da Casa”.
Esta notificação ao STF soma-se a outra controvérsia envolvendo Mario Frias: o financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do qual o deputado é produtor-executivo. A polêmica ganhou destaque com a divulgação de áudios do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrando repasses de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e atualmente preso por suspeitas de fraudes financeiras.
Após a revelação dos áudios pelo The Intercept Brasil, tanto Frias quanto a produtora GO UP Entertainment, de Karina Ferreira da Gama, negaram inicialmente qualquer envolvimento financeiro de Vorcaro. Contudo, a versão mudou depois que Flávio Bolsonaro confirmou ter solicitado fundos a Vorcaro e que parte do recurso foi de fato enviada.
Em sua retratação, o deputado Mario Frias esclareceu que, ao negar a participação do “Master”, referia-se ao fato de que Daniel Vorcaro e o Banco Master não eram signatários diretos de qualquer relacionamento jurídico ou investidores. Ele afirmou que o vínculo legal foi estabelecido com a “Entre”, descrita como uma pessoa jurídica distinta.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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