STF: Fux vota pela manutenção de prisões de pai e primo de Daniel Vorcaro no caso Banco Master
Voto do ministro Luiz Fux acompanha relator André Mendonça, consolidando placar em 2 a 0 na Segunda Turma antes de pedido de vista de Gilmar Mendes.
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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou no último sábado, 23 de maio de 2026, pela manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro. Os dois são, respectivamente, pai e primo de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A decisão de Fux ocorre no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes na instituição financeira liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025 e que teve os familiares do banqueiro como alvos de mandados de prisão nos dias 7 e 14 de maio deste ano.
O voto de Fux alinha-se ao do relator do caso na Corte, ministro André Mendonça, que já havia se posicionado pela manutenção das custódias na última sexta-feira, 22 de maio, durante sessão virtual da Segunda Turma. O julgamento, contudo, foi suspenso após um pedido de vista do decano Gilmar Mendes, que tem até 90 dias para analisar o processo, postergando a decisão final. Com a antecipação do voto de Fux, o placar no colegiado, composto por cinco ministros, marca 2 a 0 em favor da manutenção das prisões tanto do pai quanto do primo do ex-dono do Master.
Em sua argumentação para referendar a prisão de Henrique Vorcaro, o ministro André Mendonça destacou a existência de “fortes indícios de que os indivíduos integram uma complexa estrutura para a prática de crimes com uma profunda repercussão negativa na sociedade”. O relator enfatizou ainda não haver “outras medidas menos graves e ao mesmo tempo capazes de garantir a ordem pública, a aplicação da lei penal e o bom andamento da instrução criminal” que não a prisão preventiva do investigado.
No que tange a Felipe Vorcaro, o voto de Mendonça referendou parecer do Ministério Público Federal, que aponta o “papel significativo” do primo do banqueiro em transações financeiras “marcadas por elementos de ilicitude, em especial da lavagem de dinheiro”. Segundo o relator, a “liberdade do investigado compromete, assim, de modo direto, a efetividade da investigação e a futura aplicação da lei penal”.
Além de André Mendonça, Luiz Fux e Gilmar Mendes, a Segunda Turma do STF é composta pelos ministros Nunes Marques e Dias Toffoli. Este último, entretanto, declarou-se suspeito para julgar processos relacionados ao Banco Master e já havia deixado a relatoria da investigação em fevereiro deste ano.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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