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POLÍTICA

Governo blinda acordo sobre fim da jornada 6×1 contra pressões no Senado

Líder governista, Jaques Wagner, assegura que Planalto defenderá texto negociado na Câmara, que estabelece 40 horas semanais e veda redução salarial.

31/05/2026 às 14:16
3 min de leitura
presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (União-AP); senador Jaques Wagner (PT-BA).

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O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), assegurou na última terça-feira (26) que o Palácio do Planalto se empenhará para preservar o teor do acordo firmado na segunda-feira (25) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A negociação visa à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da jornada de trabalho 6×1, uma pauta de grande impacto para trabalhadores e empregadores. “Vamos tentar manter o texto do acordo feito na Câmara”, declarou Wagner a jornalistas, sinalizando a postura governista diante das articulações.

A declaração de Wagner surge em um contexto de crescente movimentação de representantes da classe empresarial, que já iniciaram lobby no Senado Federal para promover alterações no texto da PEC, mesmo antes de sua aprovação na Câmara. O acordo selado entre Lula e Motta representa um ponto de equilíbrio entre a legislação atual e o conteúdo original das duas PECs que tramitam na Câmara, de autoria dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP).

O projeto, cujo relatório foi lido na comissão especial na última segunda-feira, propõe uma carga semanal máxima de 40 horas, com um período de transição de 14 meses para as empresas se adaptarem, e veda expressamente qualquer redução salarial para os trabalhadores afetados. A expectativa é que a proposta seja votada na Câmara ainda nesta semana, para então seguir para a apreciação do Senado, onde enfrentará as pressões já manifestadas.

Em um comentário à parte, Jaques Wagner minimizou eventuais atritos com o governo decorrentes da recente rejeição pelo Senado da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. O líder afirmou que sua relação com o governo permanece “ótima”, buscando dissipar rumores de instabilidade política após o revés.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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