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POLÍTICA

Operação Compliance Zero Mira Ex-Governador Cláudio Castro por Suspeita de Fraude no RioPrevidência

Polícia Federal investiga aportes bilionários ao Banco Master via relações políticas, com decisão autorizada pelo STF.

31/05/2026 às 10:16
3 min de leitura
Cláudio Castro

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A Polícia Federal (PF) deflagrou na terça-feira, 26 de maio de 2026, a 8ª fase da Operação Compliance Zero, que tem como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A investigação apura suspeitas de favorecimento político e irregularidades em investimentos do RioPrevidência, fundo de previdência do estado, ligados ao Banco Master.

A decisão que autorizou a operação, emitida pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), detalha que aportes bilionários teriam sido viabilizados por meio de relações pessoais e políticas entre Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e Cláudio Castro. A PF afirma que os investimentos “não residiriam em critérios técnicos regulares”, mas sim em uma “relação pessoal e indevida” entre empresários e agentes públicos com poder de decisão no fundo previdenciário fluminense.

Investimentos Sob Suspeita

Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que alguns investimentos dependeriam de “alinhamento político” com Cláudio Castro. Para os investigadores, um suposto ajuste político permitiu aplicações de R$ 3,691 bilhões em fundos e Letras Financeiras associadas ao Banco Master. O montante engloba tanto os aportes em fundos quanto em Letras Financeiras.

O ministro Mendonça escreveu: “O ajuste teria sido intermediado por Ricardo Siqueira Rodrigues e operacionalizado por agentes públicos inseridos na estrutura decisória da autarquia previdenciária fluminense”. A PF sustenta que estas relações resultaram em investimentos “em desconformidade com a política de investimentos do RPPS e com as exigências regulatórias”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao STF que os indícios coletados “ultrapassam o mero contato institucional”. Além disso, dirigentes do RioPrevidência teriam autorizado as operações mesmo após o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) emitir alertas formais.

Empresas Envolvidas

A decisão do STF também descreve o papel de empresas que supostamente auxiliaram na operacionalização dos investimentos. A Mídias Promotora Ltda. e a Planner Corretora de Valores S.A. teriam atuado estrategicamente na estrutura financeira do esquema.

Segundo a PF, a Mídias Promotora Ltda. teria sido usada para receber e distribuir comissões relacionadas à captação de recursos previdenciários, especialmente do RioPrevidência. A investigação aponta que a empresa funcionava como instrumento de “ocultação e dissimulação das vantagens indevidas” obtidas com os aportes no Banco Master. Este caso de corrupção e desvio de recursos públicos ressoa com outras investigações que envolvem o setor financeiro e figuras políticas, como a crise de Flávio Bolsonaro e o Banco Master.

A Planner Corretora de Valores S.A. é indicada pela PF por dar aparência de regularidade às operações. O processo de credenciamento da corretora apresentaria irregularidades similares às encontradas no Banco Master. Para os investigadores, a empresa exercia uma “dupla função”: atuar como “anteparo ou álibi formal” para operações suspeitas e, simultaneamente, elevar as taxas de corretagem, aumentando a remuneração dos supostos operadores da fraude. A relação entre políticos e instituições financeiras tem sido um ponto sensível no cenário brasileiro, como visto na polêmica envolvendo o filho do ex-presidente e o Banco Master.

A reportagem tenta contato com a defesa de Cláudio Castro, bem como com representantes das empresas citadas e outros alvos da operação. O espaço permanece aberto para manifestação.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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