Tensões no Golfo: Trump Edita Acordo com Irã Pela Terceira Vez Enquanto Ameaças de Guerra Persistem
Mediadores buscam avanços em memorando de entendimento, mas Washington insiste em 'linhas vermelhas' e Teerã exige liberação de ativos bilionários.
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Mediadores entre Irã e Estados Unidos continuam, neste domingo (31), as discussões para um memorando de entendimento crucial, em meio a um cenário de crescente tensão e propostas reeditadas pelo presidente Donald Trump. A CBS informou que Trump realizou na última sexta-feira (29) a terceira rodada de alterações significativas na proposta americana, reenviada a Teerã para aprovação. Este intercâmbio de versões, mediado por terceiros, reflete a complexidade e a delicadeza das negociações que se arrastam há semanas.
As mudanças de Trump ocorrem em um contexto de fortes advertências de Washington. Na última sexta-feira, o presidente reiterou em sua rede social Truth Social que “o Irã deve aceitar que nunca terá armas nucleares” e exigiu a “DESTRUIÇÃO” dos estoques de urânio altamente enriquecido da República Islâmica. Ontem (30), o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou a postura beligerante, afirmando em um fórum em Singapura que o país é “mais do que capaz” de retomar as hostilidades contra o Irã “se isso for necessário”, citando a adequação das reservas militares para tal.
Do lado iraniano, o ministro de Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, confirmou hoje à mídia local a troca de mensagens com Washington, mas pediu cautela. “Tudo o que está sendo dito neste momento são especulações e não devem ser levadas a sério”, pontuou, aguardando um resultado concreto. Teerã, por sua vez, mantém a exigência pelo desbloqueio de bilhões de dólares em ativos iranianos congelados pelos Estados Unidos. A emissora estatal Irib noticiou ontem que um esboço “não oficial” do memorando incluiria a liberação de US$ 12 bilhões (equivalente a R$ 60,7 bilhões).
Apesar da menção, na última quinta-feira (27), de uma estrutura de acordo com prorrogação de 60 dias do cessar-fogo, as negociações permanecem emperradas. Os Estados Unidos insistem que qualquer pacto de paz depende do respeito às suas “linhas vermelhas”, reiterando a ameaça de retomada da guerra proferida ontem, o que sublinha a fragilidade do diálogo e a urgência de um consenso.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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