Flávio Bolsonaro Busca Apoio de Trump na Casa Branca em Meio a Queda nas Pesquisas para 2026
Encontro com ex-presidente americano ocorre após vazamento de conversas sobre financiamento de filme e queda de Flávio nas intenções de voto para a eleição presidencial de 2026.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência da República, encontrou-se com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca nesta terça-feira, 26 de maio de 2026. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro busca apoio americano para sua campanha eleitoral de 2026.
A reunião acontece em um momento delicado para Flávio Bolsonaro. Seu nome registra queda nas pesquisas de intenção de voto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esta baixa ocorre após o site The Intercept Brasil divulgar conversas entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, atualmente preso.
Vazamento e Financiamento de Filme
O vazamento impôs uma barreira ao avanço do nome de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. As conversas expuseram uma cobrança de dinheiro para a produção do filme “Dark Horse”, que aborda a vida de Jair Bolsonaro. A produção, filmada nos Estados Unidos, tem um orçamento previsto de R$ 134 milhões, valor que Flávio Bolsonaro confirmou. Este montante supera o de grandes filmes de Hollywood, incluindo recentes vencedores do Oscar.
O contexto de Flávio Bolsonaro em 2026 tem sido marcado por discussões políticas e alianças. Romeu Zema, por exemplo, abriu para alianças em 2026 e criticou Flávio Bolsonaro após áudios. Além disso, a família Bolsonaro enfrenta outras investigações. Moraes intimou a PGR para investigar suposto financiamento de Eduardo Bolsonaro nos EUA, adicionando complexidade ao cenário político da família.
Precedente: Encontro Lula-Trump
O presidente Lula também se reuniu com Donald Trump na Casa Branca em 6 de maio de 2026, para negociar estratégias e interesses entre os dois países. Assim como no encontro de Flávio Bolsonaro, a agenda do governo americano não havia confirmado a reunião entre os presidentes até as últimas horas.
No encontro entre Lula e Trump, Washington demonstrou principal interesse em minerais estratégicos, especialmente terras raras. Estes minerais são cruciais para setores como defesa, tecnologia e semicondutores. Após a reunião de três horas, o presidente dos EUA elogiou o brasileiro, descrevendo o petista como um homem “bom” e “inteligente”, e classificou o encontro como “ótimo”.
O Itamaraty considerou o encontro uma oportunidade para debater tarifas comerciais impostas por Trump, regulação digital e a abertura de setores estratégicos. A viagem também auxiliou na recolocação diplomática de Lula no cenário global, permitindo diálogo com Washington sem alinhamento automático aos objetivos norte-americanos. A política externa de Trump frequentemente envolveu tensões, como visto quando Trump editou acordo com o Irã pela terceira vez, enquanto ameaças de guerra persistiam.
Após a reunião, o presidente brasileiro dirigiu-se à embaixada em Washington, onde declarou a jornalistas que o encontro foi positivo. “As duas maiores democracias do continente podem servir de exemplo para um mundo”, afirmou Lula, classificando a ocasião como um “passo importante” na relação entre as duas nações. Este foi o quarto encontro entre os presidentes em seus respectivos mandatos.
*com informações do Estadão Conteúdo e Jovem Pan News
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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