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POLÍTICA

Moraes intima PGR para investigar suposto financiamento de Eduardo Bolsonaro nos EUA

Pedido do deputado Lindbergh Farias busca ampliar ação em que o ex-deputado já é réu, conectando o banqueiro Daniel Vorcaro e o filme "Dark Horse" ao custeio de suas atividades no exterior.

31/05/2026 às 13:16
3 min de leitura
Eduardo Bolsonaro

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou a Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta sexta-feira (31) para se manifestar sobre um pedido que visa investigar se o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recebeu recursos do banqueiro Daniel Vorcaro. A suspeita é que o dinheiro teria sido usado para custear sua atuação nos Estados Unidos, especialmente após o bloqueio de suas contas no Brasil. A PGR tem um prazo de cinco dias para se pronunciar sobre o caso.

A solicitação partiu do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e busca ampliar o escopo de uma ação na qual Eduardo Bolsonaro já figura como réu por suposta coação no julgamento da trama golpista, que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Farias argumenta que há uma possível conexão entre o financiamento do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória do ex-presidente, e as atividades de Eduardo Bolsonaro em território americano.

As suspeitas se aprofundaram após revelações do site The Intercept Brasil, que apontaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado a Daniel Vorcaro um montante de R$ 134 milhões para bancar a produção do filme, dos quais cerca de R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos. A investigação busca agora determinar se parte desses recursos, ou outros valores do banqueiro, teriam sido direcionados para custear a permanência e as atividades de Eduardo Bolsonaro nos EUA.

Conforme noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Polícia Federal (PF) já havia aberto uma linha de investigação para apurar o possível desvio desses recursos para um fundo sediado no Texas, nos EUA. Esse fundo seria ligado a Eduardo Bolsonaro e teria sido utilizado para viabilizar sua permanência no país, especialmente após o STF ter bloqueado suas contas, dificultando o recebimento de verbas. O escritório “Law Offices of Paulo Calixto PLLC”, de Paulo Calixto, advogado próximo ao ex-deputado, atua como agente legal do referido fundo.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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