Eduardo Bolsonaro pede sanções dos EUA contra Moraes às vésperas de julgamento no STF
Ex-deputado, que vive nos EUA, alega que ação do Supremo é retaliação ligada a Donald Trump e questiona acusações de coação.
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez um apelo público ao governo dos Estados Unidos, por meio de uma publicação na rede social X nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, para que restabeleça sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O pedido foi feito às vésperas de seu próprio julgamento na Suprema Corte, agendado para esta terça-feira, 16. Bolsonaro alega que sua iminente condenação seria uma “retaliação” política direcionada ao ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Em sua manifestação, Eduardo Bolsonaro classificou o ministro Moraes, relator de sua ação penal, como um “violador de direitos humanos” e defendeu a “necessária e urgente” retomada das sanções. Ele criticou a suspensão de medidas anteriores, chamando-a de “grave erro”, e advertiu que Moraes estaria aguardando o retorno de uma “administração Democrata radical” nos EUA para, em suas palavras, “fazer com vocês o mesmo que estão fazendo comigo hoje”. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
Eduardo Bolsonaro é réu no STF por coação no curso do processo, em um caso que remonta ao período anterior ao julgamento da “trama golpista” que resultou na condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Procuradoria-Geral da República (PGR) o acusa de ter agido nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e interferir no andamento da ação contra seu pai. As supostas ações incluíam a busca de apoio do governo americano para impor medidas como sanções e tarifas ao Brasil, além da aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes – dispositivo que bloqueia bens e proíbe a entrada nos EUA de indivíduos acusados de violações de direitos humanos.
O ex-deputado também questionou a validade das acusações, argumentando que enquadrar suas articulações com integrantes do governo dos Estados Unidos como crime equivaleria a considerar membros da administração norte-americana como parte de uma organização criminosa. Representado pela Defensoria Pública da União após não indicar advogado particular, Eduardo Bolsonaro teve um pedido negado por Moraes para que um ministro da Segunda Turma participasse do julgamento, uma vez que a Primeira Turma opera com uma cadeira vaga. O caso será analisado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e o próprio Alexandre de Moraes. Eduardo Bolsonaro foi citado no processo por edital e não compareceu a uma audiência de instrução com interrogatório por videoconferência.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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