Trump mira Coreia após acordo com Irã; Seul pede ajuda para paz
Presidente sul-coreano Lee Jae Myung solicita intervenção de Donald Trump na questão norte-coreana, citando sucesso no Oriente Médio, enquanto Washington e Teerã preparam assinatura de memorando.
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Washington e Teerã se preparam para assinar nesta sexta-feira (19) um memorando de entendimento que formalizará o fim da guerra iniciada em fevereiro, um movimento diplomático que reacende as esperanças de resolução de outro conflito persistente: a questão coreana. Em meio a este cenário, o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, pediu nesta quarta-feira (17) ao seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, que atue como mediador para alcançar a paz com a Coreia do Norte, “assim como resolveu o conflito no Oriente Médio”, informou o gabinete presidencial em Seul.
A solicitação de Lee surge enquanto analistas especulam que o governo Trump poderia agora direcionar sua atenção para a península coreana. O próprio Trump alimentou essas expectativas ao publicar nas redes sociais, pouco após o anúncio do acordo com Teerã, uma imagem sem legenda ao lado do líder norte-coreano Kim Jong Un, relembrando o encontro de cúpula em Singapura em 2018. Durante uma conversa na reunião de cúpula do G7 na França, o magnata republicano também indagou Lee sobre os avanços nas relações intercoreanas, expressando seu compromisso em trabalhar para a distensão, conforme comunicado de Seul.
Lee Jae Myung tem adotado uma postura marcadamente conciliatória em relação a Pyongyang, em contraste com a linha mais dura de seu antecessor, Yoon Suk Yeol. Prova disso são as novas normas anunciadas nesta quarta-feira pelo Ministério da Defesa de Seul, que ampliam o acesso público à zona de fronteira altamente militarizada, permitindo que civis se aproximem vários quilômetros a mais da Coreia do Norte. A Linha de Controle Civil (CCL), que antes restringia o acesso a menos de 10 quilômetros da divisa, será reduzida para uma média de 6 quilômetros, informou o ministro da Defesa, Ahn Gyu-back, beneficiando moradores, agricultores e visitantes.
Apesar dos esforços de Seul, Pyongyang tem rejeitado reiteradamente as propostas de aproximação de Lee, classificando formalmente a Coreia do Sul como seu inimigo “mais hostil” e declarando-se em diversas ocasiões um Estado nuclear “irreversível”. As duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra desde o armistício de 1953, que encerrou o conflito de 1950-1953 sem um tratado de paz, mantendo-as separadas por uma zona desmilitarizada. Contudo, a despeito do otimismo sul-coreano, analistas consideram reduzidas as chances de uma eventual reunião entre Kim e Trump, dadas as posições intransigentes de Pyongyang.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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