Operação Compliance Zero: PF mira Jaques Wagner e oposição acusa PT da Bahia de origem do caso Master
Senador Jaques Wagner (PT-BA) tem imóvel alvo de buscas com apreensão de US$ 49 mil; Rogério Marinho (PL-RN) dispara: "Corrupção está no DNA do PT" e aponta início do esquema na gestão petista baiana.
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A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18), teve como um de seus alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A Polícia Federal realizou buscas em um imóvel ligado ao parlamentar, em Brasília, onde foram apreendidos US$ 49 mil em espécie. O montante excede o limite de US$ 20 mil estabelecido pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), para recolhimento judicial, intensificando as investigações sobre irregularidades envolvendo o Banco Master.
Em nota veiculada no mesmo dia, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), reagiu duramente à operação, afirmando que a “corrupção está no DNA do PT”. Marinho foi além, declarando que o “caso Master começou no PT da Bahia”. O senador do PL-RN vinculou a trajetória empresarial de Augusto Lima a “estruturas econômicas desenvolvidas na Bahia durante o governo petista de Rui Costa, com a privatização da EBAL (Credcesta)”, apontando Wagner, à época secretário de Desenvolvimento Econômico, como um dos responsáveis pela operação. Marinho reiterou sua “confiança serena, técnica e imparcial” na condução do caso pelo ministro André Mendonça.
A Operação Compliance Zero, que apura crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, cumpriu 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF nos estados da Bahia, de São Paulo e no Distrito Federal. Além do senador petista, as buscas miraram empresas e residências de Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro na Bahia. Lima é apontado como responsável por implementar no estado, durante o governo Wagner, um sistema de crédito consignado para servidores públicos que, posteriormente, foi replicado no Banco Master, tendo o Credcesta como principal ativo financeiro. Medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte, também foram impostas.
Vale recordar que Augusto Lima chegou a ser detido na primeira fase da Compliance Zero, em novembro de 2025, mas foi posteriormente liberado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e não figurou como alvo nas fases seguintes. A suspeita da Polícia Federal agora é que o empresário também tenha tido participação na operação fraudulenta de venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), adicionando novas camadas às complexas investigações que seguem em curso.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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