Bolsonaro: Saúde em Evolução, Domiciliar em Xeque com Pedido de Revogação
Boletim médico divulgado ontem (19) indica progresso na recuperação do ex-presidente, mas pedido de revogação da prisão domiciliar é reforçado após episódio com a PCDF, a poucos dias do fim do prazo humanitário.
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Um relatório médico divulgado ontem, 19 de junho de 2026, apontou uma evolução positiva no estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, a poucos dias do encerramento de sua prisão domiciliar humanitária. O boletim, que detalha sessões fisioterapêuticas realizadas entre os dias 15 e 17, descreve melhoras no ombro operado e uma diminuição nas crises de soluço.
De acordo com o documento, Bolsonaro demonstrou “maior disposição física” e uma redução significativa da dor, com ganho de mobilidade, fatores atribuídos à ausência de episódios de soluço nos dias que antecederam os atendimentos. Embora o tratamento para o soluço tenha apresentado boa resposta, o relatório também destaca efeitos colaterais da medicação, como sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal.
Paralelamente à atualização médica, o deputado Lindbergh Farias protocolou ontem um novo pedido de revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro, o segundo de sua autoria. A solicitação se baseia em um incidente ocorrido recentemente, quando a escolta do ex-presidente impediu um delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) de intimá-lo para depor sobre uma arma apreendida com um de seus seguranças.
Farias argumenta que a prisão domiciliar não deveria blindar Bolsonaro de ações do Estado e que a escolta não possui prerrogativa para barrar autoridades policiais. Para o parlamentar, o episódio demonstra que as condições da domiciliar não estão sendo cumpridas, e que o ex-presidente deveria retornar a um presídio, onde o atendimento médico poderia ser igualmente garantido.
No documento, o deputado solicita que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), consulte a Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a revogação imediata da domiciliar ou, alternativamente, que as condições da prisão sejam endurecidas. Em um desdobramento relacionado, Moraes já havia autorizado o depoimento de Bolsonaro à PCDF, marcando-o para o dia 23 de junho, às 15h, na residência do ex-presidente, rejeitando o pedido da polícia para que a oitiva fosse por videoconferência e insistindo na modalidade presencial.
Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. A prisão domiciliar humanitária, monitorada eletronicamente, foi concedida no final de março de 2026, por um prazo de 90 dias, devido a uma grave condição de saúde que o ex-presidente apresentava na época, período que se encerra nos próximos dias.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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