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POLÍTICA

Condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF Gera Reação de Trump e Críticas dos EUA

Ex-deputado federal é sentenciado a 4 anos e 2 meses em regime semiaberto por coação; Washington vê "perseguição" e Trump comenta caso em cúpula do G7.

19/06/2026 às 13:37
3 min de leitura
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira (16) a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por coação no curso do processo. A decisão unânime da Primeira Turma da Corte provocou imediata e forte reação do governo dos Estados Unidos, que classificou a sentença como um caso de “perseguição e manipulação jurídica” contra adversários políticos.

Em declaração à agência Reuters, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que o caso de Bolsonaro se insere em um “padrão de perseguição e guerra jurídica (lawfare) dos tribunais brasileiros contra seus opositores políticos”. Representando a gestão do presidente Donald Trump, o porta-voz acrescentou que “debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas, não por condenações judiciais”.

A condenação de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorreu após os ministros da Primeira Turma avaliarem que ele atuou para estimular sanções dos EUA contra autoridades brasileiras, criando um ambiente de pressão e intimidação sobre os integrantes do STF. Segundo a acusação, o objetivo seria interferir no julgamento da trama golpista, que levou à condenação de seu pai, e dificultar sua responsabilização. A Defensoria Pública da União, que assumiu a defesa do ex-deputado após ele não indicar advogado, informou que ainda pode recorrer da decisão.

Um dia após a condenação, o presidente Donald Trump comentou o caso durante a cúpula do G7, realizada na França. Ao abordar o assunto, Trump pareceu confundir Eduardo com seu irmão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que estaria “indo bem nas pesquisas”.

“Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Descobri isso depois que fomos embora. Acabei de me despedir dele e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque ele fez uma declaração no Texas. Eles o prenderam, ou querem prendê-lo”, declarou Trump. Questionado sobre suas interações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no evento em Évian-les-Bians, o líder americano completou: “Passei bastante tempo com ele, na verdade. E o país está um pouco complicado, não é? Politicamente. Está um pouco perigoso politicamente”.

Em resposta às falas de Trump, o presidente Lula, durante coletiva de imprensa, declarou que o presidente americano “conhece pouco o Brasil” e pediu que ele não se intrometa nas eleições brasileiras. “Pra mim ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, afinal, gosto não se discute. Só não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são problema do Brasil, assim como as eleições dos Estados Unidos são problema dos Estados Unidos”, pontuou Lula.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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