Reino Unido Enfrenta Nova Crise Política com Renúncia de Keir Starmer
Sétimo Primeiro-Ministro em Uma Década, Starmer Deixa o Cargo Após Período Marcado por Instabilidade Pós-Brexit; Andy Burnham Surge Como Favorito.
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O Reino Unido mergulha em uma nova e profunda crise política com o anúncio da renúncia de Keir Starmer do cargo de primeiro-ministro, feito nesta segunda-feira (22) de junho de 2026. A decisão marca um ponto crítico na história recente do país, que há pelo menos uma década se debate com dilemas e contradições que exercem enorme pressão sobre a mais alta liderança da Câmara dos Comuns.
Com a saída gradual de Starmer, já comunicada ao Rei, o Reino Unido se prepara para empossar seu sétimo primeiro-ministro desde o referendo do Brexit, realizado em 2016. A consulta popular que determinou a saída britânica da União Europeia desencadeou uma sequência inédita de instabilidade: crises políticas, disputas partidárias, rápidas mudanças de liderança e eleições antecipadas derrubaram sucessivamente governos conservadores e, agora, também um governo trabalhista.
A lista de líderes que ocuparam o número 10 de Downing Street desde 2016 é extensa: David Cameron, Theresa May, Boris Johnson, Liz Truss, Rishi Sunak e, por fim, Keir Starmer. Atualmente, o nome mais cotado para assumir o posto é o de Andy Burnham, prefeito da Grande Manchester. Para entender a trajetória que levou o país a mais este momento de transição, é fundamental revisitar os mandatos que se sucederam.
David Cameron, que liderou o Partido Conservador desde 2005 e se tornou primeiro-ministro em 2010, formou um governo de coalizão com os Liberal-Democratas e, em 2015, conquistou maioria conservadora. Sua gestão foi caracterizada por políticas de austeridade fiscal pós-crise de 2008 e por reformas no sistema de bem-estar social, buscando modernizar a imagem do partido.
O ponto de inflexão de seu governo foi a convocação do referendo sobre a permanência na União Europeia, em junho de 2016. Cameron defendeu a permanência, mas a vitória da campanha pela saída representou uma derrota política avassaladora. Incapaz de conduzir o processo de desfiliação, anunciou sua renúncia logo após o resultado, deixando o cargo em 13 de julho de 2016 e abrindo as portas para a era de instabilidade.
Após Cameron, Theresa May tentou negociar um acordo de saída, mas foi derrubada pelas divisões internas. Boris Johnson finalizou o Brexit, mas sua gestão foi marcada por escândalos que o forçaram a sair. Liz Truss teve o mandato mais curto da história britânica, caindo após um plano econômico desastroso. Rishi Sunak tentou estabilizar a economia e a política, mas não conseguiu reverter a maré de descontentamento que culminou na renúncia de Keir Starmer. A nação aguarda agora a definição de um novo líder em um cenário de incerteza persistente.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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