Justiça Síria Inicia Julgamento de Wassim al Assad por Crimes Contra Civis
Primo do ex-presidente Bashar al Assad enfrenta acusações de tortura, sequestro e tráfico de drogas; processo integra justiça de transição.
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A Justiça síria iniciou nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, o julgamento de Wassim al Assad. Primo do ex-presidente Bashar al Assad, ele é acusado de inúmeros crimes contra o povo sírio. A primeira audiência ocorreu no Palácio da Justiça de Damasco.
Acusações e Prisão
Wassim al Assad responde a acusações graves. Elas incluem a criação de milícias responsáveis por crimes contra civis, tortura, sequestro e tráfico de drogas, segundo a agência estatal síria SANA. As autoridades prenderam Wassim al Assad em junho de 2025. A operação de segurança aconteceu próxima à fronteira com o Líbano.
Nurredín al Baba, porta-voz do Ministério do Interior, afirmou que as autoridades reuniram provas documentais contra o acusado. Ele classificou a operação de segurança como “precisa”. Na ocasião, Baba indicou que o avanço das investigações poderia resultar na apresentação de novas acusações.
Ligações e Contexto Político
As autoridades sírias suspeitam de ligações de Wassim al Assad com grupos armados irregulares. Esses grupos estariam subordinados a Guiaz Dala, comandante de uma unidade militar. Dala atuava sob as ordens de Maher al Assad, irmão de Bashar al Assad e figura influente no antigo aparato de segurança.
O processo judicial integra as iniciativas de justiça de transição. Elas foram implementadas após a queda do regime. Bashar al Assad foi deposto em dezembro de 2024. Ele deixou o país e se refugiou na Rússia. Uma ofensiva de grupos rebeldes e jihadistas, liderados pelo Hayat Tahrir al Sham (HTS), provocou a queda do governo. Desde então, Ahmed al Sharaa, líder do HTS, assumiu a presidência da Síria. Para informações sobre outros eventos na região, veja EUA Confirmam Morte de Líder do Estado Islâmico Ali Husayn al-‘Ulaywi na Síria.
Iniciativas de Justiça de Transição e Críticas
A Presidência síria anunciou a criação de duas comissões em maio de 2025. Uma busca desaparecidos, e a outra repara vítimas de violações ocorridas durante o governo Assad. A iniciativa enfrenta críticas. Seu escopo limitado não contempla crimes cometidos por facções que combateram o antigo regime, incluindo grupos jihadistas. Críticos apontam que isso pode comprometer os esforços de responsabilização e indenização das vítimas.
Com informações da Europa Press, via Estadão Conteúdo.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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