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POLÍTICA

Ministro do MDIC Culpa Família Bolsonaro por Tarifas dos EUA e Acusa Busca por Capital Político

Márcio Elias Rosa afirmou que visitas de parentes do ex-presidente à Casa Branca resultam em prejuízos para a economia brasileira.

24/06/2026 às 20:57
3 min de leitura
Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo em encontro com Donald Trump na Casa Branca

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, criticou a família de Jair Bolsonaro na quarta-feira, 24 de junho de 2026. Ele atribuiu a parentes do ex-presidente a responsabilidade pela aplicação de tarifas do governo dos Estados Unidos contra o Brasil.

“Eu lamento dizer isso, mas, a cada visita de um Bolsonaro à Casa Branca, quem paga a conta é o povo brasileiro, e tem sido assim desde o início”, declarou o ministro durante entrevista à CNN Brasil.

Acusações de Motivação Política e Histórico das Tarifas

Rosa relembrou a comemoração do senador e pré-candidato à Presidência da República em 2026, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sobre a abertura de uma investigação contra o Brasil. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) iniciou a apuração em julho de 2025, com base na Seção 301. Flávio Bolsonaro confirmou viagem aos EUA para contestar tarifa de 25%, demonstrando sua atuação no tema.

A investigação culminou, em junho de 2026, na recomendação do USTR para que os EUA impusessem novas tarifas sobre produtos brasileiros. A justificativa para a medida reside em supostas práticas comerciais indevidas do País. O governo brasileiro, por sua vez, negocia ativamente para evitar a implementação dessas taxas.

“Me parece que foi uma encomenda que eles tinham feito para o governo norte-americano, imaginando que, quanto maior o dano à economia brasileira, melhor é o capital político deles”, acusou o ministro, reforçando a visão de um movimento político por trás das ações.

Negociações e Esforços Diplomáticos

Márcio Elias Rosa já participou de oito reuniões com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, para discutir as investigações. A mais recente ocorreu no sábado, 20 de junho de 2026, e estabeleceu um prazo de duas semanas para a próxima rodada de negociações. O Itamaraty também defende sua atuação na crise de tarifas, acusando a oposição de interferência externa.

O ministro destacou a preocupação em encontrar soluções para uma acomodação tarifária. O objetivo é aumentar a participação de bens e serviços americanos na economia brasileira sem prejudicar o País.

“Um dos temas que a 301 levanta é que os nossos acordos preferenciais com Índia e México causariam dano para as exportações norte-americanas. Em algumas reuniões temos discutido isso, tentando mostrar que as linhas tarifárias com o México ou a Índia não causam dano aos EUA”, explicou Rosa.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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