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POLÍTICA

PGR rejeita delação de ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa

Acordo foi recusado ontem (25) por "reduzida utilidade" e "débil eficácia" na Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Banco Master.

25/06/2026 às 22:37
3 min de leitura
Paulo Henrique da Costa

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou ontem (25 de junho) a proposta de delação premiada de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A decisão, primeiramente noticiada pela Folha de S. Paulo e confirmada pela Jovem Pan, fundamenta-se na “reduzida utilidade” e “débil eficácia” das informações oferecidas por Costa para as investigações da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

Em sua análise, Gonet argumentou que o depoimento do ex-presidente do BRB não acrescentaria elementos significativos nem geraria resultados distintos daqueles já alcançados pela investigação da Polícia Federal (PF). Costa buscava o acordo de colaboração para obter benefícios em sua situação jurídica, após ser um dos principais alvos da operação.

Paulo Henrique Costa está sob investigação desde a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro de 2025. À época, ele foi afastado judicialmente da presidência do BRB e, posteriormente, demitido pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

A Polícia Federal prendeu Costa em 16 de abril deste ano, durante a quarta fase da operação. As investigações apontam que ele teria desempenhado um papel central na viabilização da compra de carteiras fraudulentas do Banco Master pelo BRB. Em troca, o ex-dirigente teria recebido R$ 146 milhões em propinas do banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo seis imóveis de alto padrão localizados no Distrito Federal e em São Paulo.

A rejeição da delação de Costa ocorre após um cenário semelhante envolvendo o próprio Daniel Vorcaro. Em 15 de maio deste ano, a PGR também recusou a última proposta de delação premiada do dono do Banco Master. Embora Vorcaro tivesse modificado seu relato, passando a admitir pagamentos de propina a políticos como o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ) – abandonando a tese de “amizade” –, a PF, que já havia recusado a proposta em 11 de maio, considerou as informações ainda insuficientes para um acordo.

A Operação Compliance Zero teve início após o Banco Central identificar graves irregularidades financeiras e uma crise de liquidez no Banco Master e em suas subsidiárias. Em 18 de novembro de 2025, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, Banco Master de Investimentos S/A, Banco Letsbank S/A e Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. O Will Bank, braço digital do grupo Master, também teve seu encerramento forçado em 21 de janeiro deste ano.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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