Crimeia em Emergência Após Megataque de Drones; Conflito Supera Duração da Primeira Guerra Mundial
Península anexada pela Rússia declara estado de emergência em meio a um dos maiores ataques com drones; Zelensky busca intensificar pressão para forçar Moscou à mesa de negociações, enquanto guerra atinge 1.569 dias.
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As autoridades da Crimeia, península anexada pela Rússia, declararam estado de emergência nesta sexta-feira (26 de junho de 2026) em resposta a uma escalada sem precedentes de ataques ucranianos. O incidente é considerado um dos maiores assaltos com drones contra a Rússia e a Crimeia, superando o recorde anterior de 556 drones registrados em 17 de maio deste ano.
Este recrudescimento da violência ocorre no momento em que a guerra na Ucrânia atinge a marca de 1.569 dias, ou mais de quatro anos e três meses, superando em duração a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). O conflito, iniciado em fevereiro de 2022 com a expectativa russa de uma vitória rápida, transformou-se em uma exaustiva guerra de atrito.
Em uma estratégia para reverter o curso da guerra de desgaste, Kiev tem empregado drones de longo alcance para bombardear, há meses, alvos estratégicos em território russo e atrás das linhas de frente, incluindo instalações de produção de petróleo e energia. Analistas ocidentais e autoridades indicam que essa campanha visa interromper o fornecimento de combustível e suprimentos militares russos, paralisando os esforços de Moscou no campo de batalha e aumentando a pressão sobre o presidente Vladimir Putin.
Os relatórios iniciais da Rússia sobre os danos do ataque noturno foram escassos, com o Ministério da Defesa russo mantendo sua prática de não detalhar alvos atingidos ou a extensão dos prejuízos. Contudo, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) afirmou ter usado drones para atacar navios da marinha russa e radares de defesa aérea em Kerch, importante porto na Crimeia. Segundo o SBU, os alvos incluíam os navios de reconhecimento e lançamento de minas Volga e Vyatka, além da balsa de carga e passageiros Petropavlovsk, alegando que os ataques deflagraram um grande incêndio. A veracidade dessas alegações não pôde ser verificada de forma independente.
O ataque de grande escala foi deflagrado horas após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarar na plataforma X que havia ordenado uma “operação de influência de 40 dias”. Acredita-se que a iniciativa represente uma escalada de ataques com o objetivo de “compelir a Rússia a pôr fim à guerra”, após os esforços de paz mediado pelos EUA no último ano não terem produzido avanços significativos.
Zelensky afirmou ter recebido novas promessas de apoio estrangeiro durante sua recente cúpula de líderes do G7, incluindo do presidente dos EUA, Donald Trump. Essa ajuda, segundo o líder ucraniano, será fundamental para intensificar os esforços de Kiev e forçar Putin à mesa de negociações. A próxima cúpula da OTAN, agendada para o próximo mês, é vista como outro momento crucial para o fortalecimento das forças armadas da Ucrânia.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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