Venezuela: Terremotos Deixam 920 Mortos e Mais de 51 Mil Desaparecidos
Desespero cresce em La Guaira enquanto buscas por sobreviventes se intensificam; governo Delcy Rodríguez enfrenta desafio político.
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O governo de Delcy Rodríguez anunciou na sexta-feira, 26 de junho de 2026, que a tragédia dos terremotos na Venezuela já contabiliza 920 mortos e mais de 51 mil desaparecidos. A situação se torna mais desesperadora a cada hora. Moradores escavam os escombros de casas e prédios que desabaram três dias após o devastador terremoto duplo de 7,2 e 7,5 de magnitude. A consciência de que o tempo para encontrar sobreviventes se esgota permeia a região. Um terceiro tremor, com 4,7 pontos de magnitude, foi sentido na noite de sexta-feira, 26 de junho de 2026.
As autoridades anunciaram a restrição de acesso a La Guaira, epicentro da destruição. O caos e o trânsito atrapalhavam os trabalhos de busca. Quem deseja entrar agora precisa obter autorização oficial, mas poucos detalhes sobre quem será autorizado foram divulgados.
A escassez de socorristas governamentais levou venezuelanos a procurar por conta própria parentes desaparecidos. O saldo humano dos terremotos de quarta-feira, 24 de junho de 2026, subiu para pelo menos 920 mortos e mais de 51 mil desaparecidos. Em várias das áreas mais atingidas, moradores relataram poucas equipes de resgate estatais, apesar dos esforços das autoridades em projetar uma resposta robusta.
Agências de ajuda humanitária consideram as primeiras 48 a 72 horas uma janela decisiva para retirar pessoas com vida dos escombros. Este prazo pode se estender com acesso a comida e água.
Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional – o Legislativo venezuelano – afirmou: “Cada pessoa salva é um milagre”. Ele adicionou: “Não vamos esconder absolutamente nada sobre a dimensão desta tragédia.”
Famílias Aguardam Notícias
No estado de La Guaira, ao norte da capital Caracas, Nazareth Jimenez chorava no ombro de um familiar. Ela observava vizinhos usarem martelos e ferramentas elétricas para tentar cortar as lajes de concreto de um prédio reduzido a uma montanha de destroços. A angústia a tomava enquanto aguardava notícias sobre irmãos, sobrinhos e amigos.
“Meu Deus, como vamos tirá-los daí?”, murmurou Jimenez, que também fez um apelo: “Estamos pedindo ajuda ao governo e a países do mundo inteiro. Ainda há pessoas vivas lá dentro”.
Forças do governo distribuíram comida e água aos sobreviventes em La Guaira. A presidente em exercício, Delcy Rodríguez, afirmou que seu governo oferecia uma resposta completa durante essas “horas críticas para resgatar pessoas com vida”.
Ela deu as boas-vindas à chegada de socorristas internacionais e de ajuda humanitária. Rodríguez mencionou que La Guaira havia sido militarizada e que mais apoio estava a caminho. No entanto, moradores afirmaram que o esforço ainda representava apenas uma fração do necessário.
Desafio Político
A tragédia representa um enorme desafio para Delcy Rodríguez. A ex-vice-presidente assumiu o cargo em janeiro de 2026, após a captura e remoção do então presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. A Venezuela enfrenta desordem econômica há mais de uma década. Muitos rejeitam a legitimidade do movimento político representado por Rodríguez.
O número de mortos deve aumentar. Pessoas relataram dezenas de milhares de desaparecidos em bancos de dados digitais independentes. Esses números provavelmente incluem indivíduos sem contato devido à falta de sinal de celular, e alguns registros podem estar duplicados.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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