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INTERNACIONAL

Famílias Processam Maduro nos EUA por Execuções Sumárias

Ex-presidente venezuelano é acusado de ordenar mortes por esquadrão policial entre 2017 e 2020, enquanto aguarda julgamento por tráfico de drogas.

01/07/2026 às 13:56
3 min de leitura
Nicolás Maduro

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As famílias de cinco jovens mortos na Venezuela processaram o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro em um tribunal dos Estados Unidos. A ação, apresentada na última terça-feira, 30 de junho de 2026, acusa Maduro de ordenar execuções sumárias como parte de um padrão de violência estatal.

O processo, de 44 páginas, alega que Maduro instruiu as Forças de Ação Especial da Polícia Nacional (Faes) a executar os homens entre 2017 e 2020. As vítimas estão entre as milhares de pessoas supostamente mortas sob o comando de Maduro por unidades como as Faes, dissolvidas em 2021 após denúncias de abusos, inclusive por parte das Nações Unidas.

Maduro Preso e Acusações

Maduro está preso em Nova York, aguardando julgamento por acusações de tráfico de drogas. Ele foi deposto pelas forças armadas dos EUA em uma operação na Venezuela em janeiro de 2026. O ex-presidente, que governou de 2013 a 2026, enfrentou várias acusações de usar a repressão para se manter no poder durante sua presidência.

A ação civil, protocolada em um tribunal federal no Brooklyn, argumenta que os assassinatos dos cinco jovens seguiram um padrão conhecido de execuções sumárias sob o governo de Maduro. O processo descreve a atuação de agentes das Faes, que chegavam aos bairros das vítimas de madrugada, vestidos inteiramente de preto e com os rostos cobertos. Eles separavam os homens de suas famílias antes de atirar neles. Em seguida, as autoridades fabricavam histórias alegando que as vítimas teriam “resistido à autoridade”.

O processo afirma: “Maduro usou as Faes como instrumento político e mecanismo de controle social para reprimir violentamente a dissidência, aterrorizar bairros de baixa renda e eliminar a oposição política”. E acrescenta: “De fato, as Faes são amplamente consideradas um ‘esquadrão da morte’ ou ‘grupo de extermínio’”.

Busca por Indenização e Defesa

O processo argumenta que o Judiciário venezuelano impediu a responsabilização pelos assassinatos. As famílias, cujas identidades estão sendo protegidas por razões de segurança, entraram com o processo com base na Lei de Proteção às Vítimas de Tortura dos Estados Unidos. Elas buscam indenização financeira de Maduro.

Maduro deve solicitar imunidade como chefe de Estado, conforme noticiado pelo The New York Times. Em seu processo criminal, no qual é acusado juntamente com sua esposa, Cilia Flores, Maduro se declarou um “prisioneiro de guerra”. Ele declarou-se inocente das acusações que enfrenta, entre elas conspiração para importar cocaína e posse de armas.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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