PCC é a “maior organização criminosa do Ocidente”, declara EUA em novo relatório
Documento do Tesouro americano, divulgado ontem, aponta atuação em pelo menos 28 países e ameaça crescente à segurança dos EUA.
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O Primeiro Comando da Capital (PCC) foi oficialmente classificado como “a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental” pelo Departamento do Tesouro americano. A designação, divulgada em um documento na quarta-feira, 1º de julho de 2026, destaca a preocupação dos Estados Unidos com a crescente influência global da facção brasileira.
O comunicado do Tesouro ressalta que o PCC expandiu suas operações significativamente nos últimos anos, alcançando países como Reino Unido, Turquia e Japão. Nos EUA, a facção é vista como uma “ameaça criminal real e crescente”, explorando o sistema financeiro para lavagem de dinheiro e atuando no tráfico de drogas e no contrabando de valores em espécie, o que representa um risco à segurança nacional.
Fundado em 1993 na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, conhecida como “Piranhão”, o PCC emergiu de um cenário de condições prisionais precárias e tensões acentuadas pelo Massacre do Carandiru, ocorrido em 1992. Sua primeira demonstração de força, em 31 de agosto de 1993, foi um ataque a rivais durante um campeonato de futebol, liderado por figuras como Geleião e Cesinha, marcando o início da organização.
Inicialmente caracterizado por uma postura mais explícita contra o Estado, o PCC passou por uma transformação significativa com a ascensão de Marcola. Sob sua liderança, a facção adotou uma estrutura mais formal, similar a “irmandades secretas”, regulamentando atividades criminosas e oferecendo benefícios e proteção aos membros. Essa fase foi crucial para consolidar o PCC como a principal força do narcotráfico no Brasil e impulsionar sua expansão internacional.
A ampliação da presença internacional tornou-se uma prioridade estratégica, especialmente após condenações de lideranças históricas e transferências para presídios federais, que dificultaram a comunicação interna. Nos últimos anos, autoridades brasileiras e internacionais intensificaram esforços para sufocar financeiramente a organização, forçando o PCC a se reconfigurar em resposta a essa nova dinâmica de combate ao crime organizado.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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