PF mira ex-deputado Rodrigo Bacellar em operação contra lavagem de dinheiro do jogo do bicho
Defesa nega envolvimento do ex-presidente da Alerj com organizações criminosas e esquema financeiro.
Anuncie Aqui
A Polícia Federal (PF) expediu nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, um mandado de prisão contra o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar (União Brasil). A ação faz parte da 5ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro do jogo do bicho e a ligação de Bacellar com organizações criminosas. Em nota, a defesa do ex-presidente da Assembleia Legislativa do RJ (Alerj) negou qualquer atuação do político em favor de grupos criminosos ou para inibir investigações.
Defesa de Bacellar nega acusações
A defesa de Rodrigo da Silva Bacellar, em razão da deflagração da 5ª fase da Operação Unha e Carne, nega que seu constituído tenha atuado, de qualquer forma, para inibir ou embaraçar qualquer investigação, direta ou indiretamente, ou para proteger e beneficiar organizações criminosas e seus integrantes. Os advogados do ex-deputado afirmaram que ele não possui vinculação com os fatos apurados pela PF. Eles asseguram que a coleta de provas comprovará a inocência do ex-presidente da Alerj.
A nota ainda ressalta que o enfrentamento ao crime organizado no Rio de Janeiro constitui a base política de Rodrigo Bacellar. O texto classifica como falsas quaisquer acusações de ligação entre o ex-deputado e facções criminosas.
Outros alvos e escopo da Operação Unha e Carne
A Operação Unha e Carne também tem como alvos o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. A PF o aponta como líder da organização criminosa. O pastor e empresário da indústria do tabaco Marcio Poncio (Solidariedade) também figura entre os investigados.
Esta nova fase da operação busca aprofundar as investigações sobre indícios de lavagem de dinheiro praticada pela atual cúpula do jogo do bicho no estado. A PF também apura possíveis conexões do esquema com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo fluminenses.
Avanço das investigações e decisão do STF
As investigações avançaram após a análise de documentos apreendidos em etapas anteriores. Estes documentos teriam revelado uma contabilidade paralela, focada na ocultação de recursos ilícitos. Os investigadores também identificaram registros de supostos pagamentos indevidos e indícios de doações eleitorais irregulares.
Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a Justiça autorizou o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões. A operação se insere no contexto da decisão do STF no julgamento da ADPF 635. Essa decisão determinou à PF o aprofundamento das investigações sobre grupos criminosos violentos no estado e suas ligações com agentes públicos.
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
Ver mais matérias
Comentários