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INTERNACIONAL

Kyiv Sobrevive ao Maior Ataque Russo Desde 2022 com 30 Mortos

Ofensiva massiva com 496 drones e 74 mísseis na madrugada de quinta-feira (2) eleva o número de vítimas e intensifica pedidos de defesa aérea.

03/07/2026 às 08:37
3 min de leitura
Um menino fica em pé ao lado de uma fita de isolamento vermelha e branca caída, com um carro e um prédio danificados ao fundo, após um ataque aéreo russo à capital ucraniana, Kiev, em 2 de julho de 2026, em meio à invasão russa na Ucrânia

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Kyiv amanheceu nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, sob os escombros e o luto após o que autoridades ucranianas classificaram como o maior ataque russo à capital desde o início da invasão em fevereiro de 2022. Uma ofensiva maciça de drones e mísseis, lançada entre a noite de quarta-feira (1) e a madrugada de quinta-feira, resultou na morte de pelo menos 30 pessoas e deixou dezenas de feridos, conforme balanço atualizado nesta sexta-feira (3) pelos serviços de resgate.

A Força Aérea ucraniana informou que a Rússia disparou um total impressionante de 496 drones e 74 mísseis durante a investida. Os ataques, que já são uma rotina quase diária para os habitantes da Ucrânia há mais de quatro anos, transformaram a madrugada de quinta-feira em um cenário de pânico e destruição. Jornalistas da AFP relataram explosões contínuas por várias horas, e equipes de resgate trabalharam incansavelmente na remoção de corpos e na busca por sobreviventes entre os escombros.

A capital ucraniana viu suas ruas esvaziadas enquanto moradores corriam para abrigos. Cerca de 52 mil pessoas, incluindo 4.500 crianças, buscaram refúgio em estações de metrô, o maior número registrado nos últimos anos, segundo o serviço de metrô de Kiev. Karina Taran, de 25 anos, descreveu a gravidade da situação: “Nunca tinha ido para um abrigo, mas hoje fiz isso pela primeira vez. Peguei meu filho e simplesmente corri. Só saí na manhã seguinte.”

Em resposta à barbárie, o presidente ucraniano Volodimir Zelensky prometeu retaliação e fez um apelo urgente aos Estados Unidos para que concedam licença para a fabricação de mísseis de defesa antiaérea Patriot, essenciais para “impedir ataques como este”. Zelensky denunciou que a “Rússia ataca exclusivamente alvos civis para obrigar a Ucrânia a renunciar ao seu Estado”, uma tática que, segundo ele, “não acontecerá”. Ele também instou aliados a acelerar a ajuda em defesa antiaérea durante a cúpula da OTAN, a ser realizada na Turquia na próxima semana.

Do lado internacional, um alto funcionário dos Estados Unidos reiterou o desejo do presidente Donald Trump por um acordo de paz que ponha fim às “matanças sem sentido” na Ucrânia. Apesar das promessas de Trump, antes de seu retorno ao cargo no ano passado, de resolver a guerra em 24 horas, os esforços americanos para negociar um cessar-fogo entre Moscou e Kiev permanecem estagnados. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também condenou veementemente o ataque, reforçando a necessidade de proteção aos civis e o respeito ao direito internacional.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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