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INTERNACIONAL

Supertufão Bavi Ameaça Guam e Marianas em Ano de Recorde de Temperatura Oceânica

Territórios americanos no Pacífico reforçam defesas contra ventos de até 278 km/h. Junho de 2026 registrou as águas mais quentes da história, intensificando preocupações climáticas.

03/07/2026 às 12:36
3 min de leitura
Supertufão ameaça ilhas dos EUA no Pacífico

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Guam e as Ilhas Marianas do Norte preparam-se para a chegada do Supertufão Bavi. Nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026, habitantes reforçam suas casas e estocam suprimentos diante da aproximação do fenômeno, que deve atingir a região como um furacão de categoria cinco.

Previsão e Impacto Iminente

O tufão Bavi avança entre as Ilhas Marshall e as Ilhas Marianas do Norte. Ele registra ventos de 167 quilômetros por hora e rajadas de 203 km/h, conforme o último boletim do órgão de alerta de tufões JTWC. O fenômeno move-se para oeste e deve se intensificar para um supertufão na manhã de sábado, 4 de julho de 2026, com ventos de 240 km/h que podem chegar a 278 km/h. Essa intensidade equivale a um furacão de categoria cinco.

A previsão indica que Bavi chegará a Guam e às Ilhas Marianas do Norte na segunda-feira, 6 de julho de 2026, com uma ligeira redução de força. Os territórios ainda se recuperam dos impactos do supertufão Sinlaku, que atingiu a região em abril de 2026.

Nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026, a população formou filas em postos de gasolina e lotou lojas. Moradores compravam placas de madeira para proteger janelas e buscavam alimentos, água e outros itens essenciais em supermercados.

O serviço nacional de meteorologia dos Estados Unidos advertiu: “Os residentes de Guam e das Ilhas Marianas do Norte devem planejar e se antecipar a pelo menos condições de tempestade tropical”.

Contexto Climático Global

A ameaça do Bavi surge em um cenário de aquecimento recorde dos oceanos globais. O mês de junho de 2026 foi o mais quente já registrado em toda a série histórica, e novos recordes podem ocorrer nos próximos meses, segundo o Copernicus, observatório da União Europeia.

O atual fenômeno El Niño intensifica este quadro. Ele eleva a temperatura da água no centro e leste do Pacífico equatorial, alterando padrões de ventos, pressão e precipitações em escala mundial.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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