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INTERNACIONAL

Trump exalta EUA como “maior conquista” em 250 anos, mas mira opositores

Em celebração do bicentenário e meio no National Mall, presidente republicano de 80 anos mescla patriotismo com ataques à esquerda democrata.

05/07/2026 às 09:57
3 min de leitura
Presidente Donald Trump em discurso pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos.

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O presidente Donald Trump celebrou neste sábado (4) o 250º aniversário da independência dos Estados Unidos, exaltando a nação como a “maior conquista da história da humanidade”. No entanto, o discurso no National Mall, em Washington D.C., foi marcado também por renovados ataques aos seus opositores políticos, a quem rotulou de “comunistas”, intensificando a polarização em meio às festividades nacionais.

Diante de dezenas de milhares de pessoas, e após um atraso de horas devido a tempestades elétricas que provocaram evacuações temporárias, Trump, de 80 anos, afirmou que, sob sua liderança, os Estados Unidos estavam “mais orgulhosos do que nunca”. Apesar da promessa de um comício político, o republicano manteve-se amplamente fiel a um roteiro patriótico tradicional, prestando homenagem a veteranos de guerra e reforçando o lema de que a república americana tem sido “a maior conquista da história da humanidade” por dois séculos e meio.

Ainda assim, o mandatário não hesitou em retomar a retórica de confronto, apresentando as guerras da Coreia e do Vietnã como exemplos da “batalha contra os comunistas”. Ele alertou que “essa ameaça” não deve “mostrar sua cabeça feia aqui nos Estados Unidos”, em uma clara referência à ala antissistema de esquerda do Partido Democrata, que obteve vitórias recentes nas primárias para as eleições legislativas de novembro. “É como um câncer, é preciso extirpá-lo”, declarou.

Trump também aproveitou a ocasião para se gabar de recentes campanhas militares, afirmando que Washington havia “arrasado” as forças armadas do Irã e mencionando ações contra a Venezuela. Com uma duração de cerca de 45 minutos, o discurso foi considerado curto para os padrões do presidente.

Entre a multidão, a recepção foi dividida, mas apoiadores como Richard Sullivan, de 70 anos, da Virgínia, expressaram entusiasmo: “Queremos o Trump, adoramos o discurso dele”. Após as palavras do presidente, um grandioso show de fogos de artifício iluminou o céu de Washington D.C., encerrando as celebrações.

As festividades pelo 250º aniversário da Declaração de Independência foram marcadas também por condições climáticas extremas. Uma sufocante onda de calor atingiu o leste do país, com a capital registrando um recorde histórico de 39,4ºC para um 4 de julho. Cerca de 160 milhões de americanos estavam sob alertas de clima extremo, enquanto o mau tempo obrigou a antecipar os fogos de artifício em Nova York e provocou evacuações em eventos na Filadélfia e em uma celebração no rio Charles.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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