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INTERNACIONAL

Panamá Rastreia Ajuda Humanitária à Venezuela Enquanto Mortes por Terremoto Ultrapassam 3.300

Prefeito da Cidade do Panamá, Mayer Mizrachi, utilizou tecnologia para monitorar o destino das doações. Balanço oficial das autoridades venezuelanas atualiza o número de vítimas fatais e feridos após os abalos sísmicos de junho de 2026.

06/07/2026 às 13:57
3 min de leitura
Prefeito da Cidade do Panamá mostra AirTag e localização de doações na Venezuela

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O prefeito da Cidade do Panamá, Mayer Mizrachi, anunciou em 30 de junho de 2026 que utilizou rastreadores na ajuda humanitária enviada à Venezuela. A medida visa garantir a chegada das doações após os fortes terremotos que devastaram o país. Simultaneamente, o governo venezuelano atualizou o balanço de mortos, que agora supera 3.300.

Monitoramento da Ajuda Humanitária

Mizrachi divulgou em suas redes sociais um vídeo mostrando a localização dos rastreadores do tipo AirTag. O vídeo revela que dois dispositivos estão na região de La Guaira, a área mais afetada pelos terremotos. Um terceiro rastreador aparece em Maturín, localizada a 531 km do centro da tragédia.

Segundo o prefeito, o objetivo da iniciativa era assegurar aos voluntários mobilizados que as doações chegariam à Venezuela.

Mizrachi declarou: “O mínimo que podia fazer era garantir para todos, com um pouquinho de tecnologia, que efetivamente suas doações chegaram à Venezuela”.

Os rastreadores correspondem a 40 toneladas de ajuda já enviada. O prefeito indicou que mais remessas seriam deslocadas para o país nos dias seguintes.

Em 5 de julho de 2026, Mizrachi publicou que mais 17 toneladas foram despachadas. Ele agradeceu o esforço do governo federal e da iniciativa privada na coleta de recursos para a Venezuela.

Balanço da Tragédia Aumenta

O governo venezuelano divulgou um novo boletim em 5 de julho de 2026, atualizando o número de mortos para 3.342 e os feridos para mais de 16.700. Os terremotos atingiram o país em 24 de junho de 2026.

Mais de 150 corpos sem identificação foram enterrados em valas individuais no cemitério La Esperanza, em La Guaira. Este estado é o mais impactado da Venezuela.

Cada sepultamento de pessoa não identificada, em uma área afastada do cemitério, é marcado por um pequeno buquê de flores aos pés de uma austera cruz branca, com uma placa com a inscrição “Identificação especial” e a data do falecimento, 24 de junho de 2026.

No dia 4 de julho de 2026, o Ministério das Comunicações da Venezuela havia informado um balanço de 2.954 mortos e 16.592 feridos. O novo balanço representa um aumento de 388 mortes. As autoridades ainda não preveem a quantidade total de pessoas a serem encontradas até o final das buscas.

Os dois potentes tremores provocaram o desabamento de edifícios em Caracas e devastaram o estado vizinho de La Guaira. Moradores ainda tentam recuperar os corpos de seus entes queridos, soterrados sob os escombros.

Com informações da AFP.

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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