Estados Unidos Consolidam Controle Operacional na Venezuela
Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA, coordena gestão financeira e governamental da Venezuela, seis meses após a captura de Nicolás Maduro, segundo o *The New York Times*.
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Seis meses após forças especiais dos Estados Unidos capturarem o presidente Nicolás Maduro, o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, assumiu o controle das finanças, da distribuição de recursos naturais e da gestão governamental da Venezuela. Washington agora administra o país, conforme reportagem do *The New York Times*.
Marco Rubio atua como administrador da Venezuela, coordenando-se com a presidente interina Delcy Rodríguez via mensagens de texto. Relatos de mais de doze funcionários de ambos os países, consultados pelo jornal, confirmam este modelo. O arranjo político consolidou-se quando Rodríguez aceitou colaborar com as diretrizes da Casa Branca. Em troca, ela garantiu a preservação da infraestrutura nacional.
Controle Financeiro e Econômico
O Departamento do Tesouro dos EUA arrecada diretamente as receitas das exportações de petróleo venezuelano. As empresas Trafigura e Vitol comercializam este petróleo. O Tesouro libera os fundos gradualmente por meio de bancos privados locais. Este mecanismo permite à equipe de Rubio ditar condições para a aplicação de verbas públicas e conter desvios. Em contrapartida, os EUA oferecem proteção legal contra credores internacionais da dívida externa da Venezuela.
Rubio também gerencia a concessão de licenças de exceção a sanções econômicas. Ele prioriza a entrada de companhias norte-americanas no setor de energia, preterindo operadoras europeias.
Segurança e Relações Exteriores
A administração interina submete nomeações de alto escalão, como a do ministro da Defesa, ao aval de Washington. O governo encerrou projetos conjuntos com aliados históricos, resultando na assunção das operações antes divididas com a estatal russa Rosneft. Esta cooperação incluiu a detenção e o aval para a extradição do empresário Alex Saab, que responde a processos por tráfico de drogas em Nova York.
Em junho de 2026, informações de inteligência fornecidas por Caracas sinalizaram um ataque de míssil norte-americano. O ataque matou Niño Guerrero, uma das lideranças da organização criminosa Trem de Aragua, no sul do território venezuelano, destaca o *New York Times*.
Reconstrução Pós-Terremotos
O controle operacional estendeu-se às ações de reconstrução. Dois terremotos atingiram a Venezuela em junho de 2026, segundo o jornal. Os EUA mobilizaram 900 militares, destinaram cerca de US$ 400 milhões em assistência emergencial e enviaram remessas de dinheiro físico para estabilizar a moeda local.
Perspectivas Futuras e Eleições
Rubio aponta um planejamento para uma posterior transição democrática. Contudo, analistas políticos ponderam que a data para a realização de eleições livres em 2026 permanece indefinida. O presidente Donald Trump manifestou apoio público a Rodríguez em redes sociais. Ele sugeriu, de forma informal, a integração da Venezuela como o 51º estado norte-americano, alinhado à sua premissa de expansão territorial.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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