ONU acusa Hamas de prejudicar entrega de ajuda humanitária em Gaza; Grupo nega
Coordenador especial adjunto da ONU alerta para perigos crescentes em operações humanitárias; Israel reforça denúncias contra o movimento islamista.
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O coordenador especial adjunto da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Ramiz Alakbarov, acusou o Hamas de obstruir a entrega de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Ele advertiu que as ações do movimento islamista palestino tornam as operações cada vez mais perigosas. O Hamas, por sua vez, classificou as acusações como “infundadas”. As denúncias foram feitas nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026.
Obstáculos às Operações Humanitárias
Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (13), Alakbarov condenou “com a maior firmeza” os obstáculos às operações humanitárias atribuídos às “autoridades de fato de Gaza”, em clara referência ao Hamas. Segundo ele, as ações “colocaram em perigo os trabalhadores humanitários, intimidaram os funcionários responsáveis por distribuir ajuda alimentar vital e perturbaram operações essenciais”.
Os incidentes ocorreram no sábado, 11 de julho de 2026, em um ponto de distribuição em Jabaliya, no norte da Faixa. Na ocasião, homens armados supostamente ligados ao Hamas invadiram o local. O comunicado da ONU detalha que vários combatentes “também entraram em um armazém do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e supostamente agrediram dois motoristas de caminhão que entregavam ajuda humanitária”.
Alakbarov destacou que os incidentes “não foram isolados”. Ele afirmou que, ao contrário, “evidenciam uma tendência cada vez mais preocupante de intimidações, violência e obstáculos” às operações humanitárias.
Hamas Nega Acusações; Israel Reforça Críticas
O grupo islamista palestino chamou as acusações de “infundadas”. Uma fonte do Ministério do Interior de Gaza, dirigido pelo Hamas, declarou à AFP: “A polícia e as forças de segurança continuam protegendo os caminhões de ajuda humanitária e os centros de distribuição, e facilitando o trabalho das organizações internacionais, sem tolerar nenhum ataque”.
O COGAT, órgão israelense vinculado ao Ministério da Defesa e responsável por questões civis nos territórios palestinos, também se manifestou após as denúncias. Em comunicado, o COGAT afirmou: “Isto é mais uma prova de que o Hamas se aproveita de forma cínica do âmbito humanitário e da ajuda destinada aos residentes da Faixa de Gaza em benefício próprio”.
Apesar da notória presença do Exército israelense no território, o Hamas continua controlando parte da Faixa de Gaza.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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