Ucrânia Registra Junho de 2026 Mais Letal para Civis Desde 2022
Ataques russos mataram 13 pessoas e feriram 50 em um único dia. A ONU confirmou a intensificação do conflito, que já dura mais de quatro anos.
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A Ucrânia enfrentou em junho de 2026 o mês mais letal para civis desde abril de 2022, segundo dados da ONU. Novos ataques russos mataram 13 pessoas e feriram 50 em diversas regiões ucranianas nesta quarta-feira (15) de julho de 2026, informaram autoridades locais.
Mais de quatro anos após o início da invasão russa, a intensidade dos ataques tem escalado nos últimos meses, resultando em um crescente número de vítimas civis. A Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou que junho de 2026 superou todos os meses em fatalidades civis desde abril de 2022.
Regiões Afetadas Pelos Ataques
Na região de Sumy, fronteiriça com a Rússia, três pessoas morreram e 17 ficaram feridas, incluindo um adolescente de 16 anos, atingidas por bombas russas. O governador Oleg Grigorov comunicou o incidente via Telegram.
Odessa sofreu ataques de mísseis e drones russos pelo quinto dia consecutivo. O governador regional, Oleg Kiper, anunciou no Telegram um balanço de três mortos e oito feridos. Um depósito, um gasoduto e um edifício foram danificados.
Outras áreas também registraram perdas. As autoridades ucranianas e os serviços de resgate reportaram um morto na região de Mykolaiv (sul), outro em Kryvyi Rih (leste) e dois na região de Donetsk (leste), esta última quase totalmente ocupada por forças russas.
Na região de Zaporizhzhia (sul), os ataques militares causaram três mortes e 15 feridos, conforme informaram os serviços de socorro no Telegram, divulgando imagens de resgates e de edifícios com fachadas destruídas.
Ações Militares
A Força Aérea Ucraniana detalhou em seu boletim diário que a Ucrânia foi alvo de 122 drones de ataque durante a noite, dos quais 101 foram derrubados, além de dois ataques russos.
O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, declarou que seu Exército bombardeou os portos de Odessa, Chornomorsk e Dnipro, “utilizados para abastecer as Forças Armadas Ucranianas”. Moscou também afirmou ter atacado depósitos de combustíveis, fábricas de drones e navios de reabastecimento militar.
As forças de Kiev intensificaram nos últimos dias os bombardeios contra navios de carga no Mar de Azov. Esta área marítima é crucial para o transporte de produtos agrícolas russos destinados à exportação e para o abastecimento da Crimeia anexada.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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