Trump Acusa China de “Maior Violação de Dados Eleitorais” e Celebra Avanços Externos
Presidente dos EUA alega fraude em ciclo eleitoral de 2020 e reitera sucesso em Venezuela e Irã; Pequim refuta acusações.
Anuncie Aqui
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de promover a “maior violação conhecida de dados eleitorais” em um esquema global. A denúncia, feita na quinta-feira, 16 de julho de 2026, alega que a fraude teve início nas eleições presidenciais de 2020, quando Trump foi derrotado pelo democrata Joe Biden. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou as acusações nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026, classificando-as como uma tentativa de difamar Pequim.
No mesmo pronunciamento, Trump elogiou a aproximação com a Venezuela, ocorrida após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro no início de 2026. Ele também destacou avanços na política externa, incluindo a guerra contra o Irã.
Acusações de Violação de Dados Eleitorais
Trump afirmou que a China adquiriu ilicitamente 220 milhões de registros de eleitores dos Estados Unidos. “Documentos recém-divulgados mostram que, ao longo de vários anos, a partir do ciclo eleitoral de 2020, a China realizou o que se acredita ter sido o maior comprometimento de dados eleitorais da história, resultando na aquisição ilícita, pela China, de 220 milhões de registros de eleitores dos Estados Unidos”, declarou o republicano.
A Casa Branca, segundo o presidente, divulgou documentos que corroboram as acusações. Trump alertou que a violação representa um risco à segurança do processo eleitoral. Os dados acessados incluiriam nomes, endereços, telefones, preferências partidárias e outras informações sensíveis usadas no registro de eleitores, que poderiam ser empregadas “em outras atividades”, sem detalhamento. “Houve grandes danos ao nosso país: nossas eleições ficaram vulneráveis a fraudes e manipulações, e a confiança do povo americano foi abalada. Isso não pode continuar”, acrescentou.
Aproximação com a Venezuela e Guerra no Irã
O presidente Trump elogiou a nova fase nas relações com a Venezuela após a ação militar que capturou Nicolás Maduro no início de 2026. Segundo ele, a Agência Central de Inteligência (CIA) divulgará dados que comprovariam a influência do ex-líder venezuelano no processo eleitoral dos Estados Unidos. “Vencemos na Venezuela e agora eles estão trabalhando em conjunto com Washington para disponibilizar ‘milhões e milhões’ de barris de petróleo”, disse Trump.
Sobre a guerra contra o Irã, o presidente americano afirmou que os Estados Unidos estão “vencendo”, apesar de ser uma batalha “difícil de encerrar”. Ele destacou os avanços significativos do país em diversas frentes da política externa.
Reação Chinesa e Críticas à Mídia
O Ministério das Relações Exteriores da China refutou veementemente as acusações de interferência eleitoral. Em entrevista coletiva regular nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026, o porta-voz do ministério, Lin Jian, afirmou que a China “não tem interesse em interferir nas eleições dos EUA e nunca o fez”. Jian reiterou que Pequim segue o princípio de não interferência nos assuntos internos de outros países.
No mesmo discurso, Trump criticou emissoras de TV dos Estados Unidos que, segundo ele, não transmitiriam seu pronunciamento. Ele as ameaçou com a cassação dos direitos de transmissão.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Fonte: Jovem Pan News
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
Ver mais matérias
Comentários