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INTERNACIONAL

Bryan Johnson Anuncia Desenvolvimento de “Clone” Celular para Medicina Regenerativa

Empresário, conhecido por investimentos em longevidade, reprogramou células de seu próprio sangue para potenciais aplicações terapêuticas.

23/07/2026 às 18:37
3 min de leitura
Bryan Johnson, bilionário norte-americano.

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O empresário americano Bryan Johnson, reconhecido por destinar milhões de dólares a iniciativas de combate ao envelhecimento, anunciou ter desenvolvido em laboratório um “clone” de si mesmo. Este material consiste em um conjunto de células reprogramadas obtidas de uma amostra de seu próprio sangue, com o objetivo de futuras aplicações médicas.

Johnson esclareceu que o material não representa um organismo completo ou um bebê. Ele detalhou as potenciais utilizações em uma publicação na rede social X em 21 de julho de 2026: “I just cloned myself…as a newbornWith this clone, I can:+ become my own blood boy+ test therapies on the clone+ grow organs for transplantation+ develop new treatments+ inject young cellsThis baby-bryan lives in a petri dish for now.This may be scary to some…”. O empresário apelidou o material de “Baby Bryan” e explicou que ele permanece em uma placa de Petri.

Processo e Potencial Regenerativo

O processo, segundo Johnson, iniciou-se com a coleta de sangue e o isolamento de células, que foram então submetidas aos chamados fatores de Yamanaka. Essas proteínas são capazes de reprogramar células adultas para um estado semelhante ao das células-tronco embrionárias.

A técnica “reinicia” a idade epigenética das células, permitindo sua diferenciação em diversos tipos celulares, incluindo neurônios, células do músculo cardíaco e da retina. Johnson avalia que essa tecnologia pode, no futuro, possibilitar a regeneração de órgãos e tecidos. Isso contribuiria para restaurar funções como visão e audição, além de órgãos como rins, fígado e pulmões, e reparar lesões na pele.

O empresário argumenta que, por serem produzidas a partir de suas próprias células, elas apresentariam menor probabilidade de rejeição pelo organismo do que células de doadores. “Isso pode assustar algumas pessoas e parecer um futuro distópico. Para outras, será visto como o futuro inevitável da saúde”, afirmou Johnson.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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