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INTERNACIONAL

Crise na Defesa: Zelensky Substitui Cúpula Militar Ucraniana

Presidente demitiu ministro Mykhailo Fedorov e comandante Oleksandr Syrskyi em julho de 2026, buscando "reiniciar" a condução da guerra e expondo visões distintas sobre modernização.

23/07/2026 às 19:16
3 min de leitura
Nesta fotografia divulgada pelo Serviço de Imprensa da Presidência da Ucrânia em 22 de julho de 2026, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (C), posa para uma fotografia com o Ministro da Defesa interino da Ucrânia, Yevgeniy Khmara (E), o antigo Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, Andriy Gnatov (2º E), o antigo Comandante-em-Chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrsky (3º E), o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Mykhailo Drapaty (3º D), o recém-nomeado Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, Ihor Skybiuk (2º D) e o Vice-Chefe do Gabinete da Presidência da Ucrânia, Pavlo Palisa (D), em Kiev. O líder ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou Mykhailo Drapaty como o novo comandante-em-chefe do país, após uma crise política desencadeada pela demissão surpresa, por Zelensky, de um jovem ministro da Defesa defensor da modernização do país.

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A Ucrânia enfrentou em julho de 2026 uma das maiores crises políticas e militares desde o início da invasão em larga escala promovida pela Rússia, em fevereiro de 2022. O presidente Volodymyr Zelensky reformulou a cúpula da Defesa do país, substituindo o ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, e o comandante-em-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi. A decisão desencadeou manifestações em diversas cidades e expôs disputas internas sobre a condução do esforço de guerra.

Mudanças na Liderança da Defesa

A crise começou no dia 13 de julho, quando Zelensky anunciou uma ampla reforma ministerial e retirou Mykhailo Fedorov do comando do Ministério da Defesa. O parlamento ucraniano confirmou sua saída dois dias depois. Na última terça-feira, 21 de julho, o presidente também demitiu o comandante das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi. Em seu lugar, Zelensky nomeou o general Mykhailo Drapatyi, de 43 anos.

Segundo o presidente Zelensky, as mudanças têm como objetivo “reiniciar” a condução da guerra e fortalecer a capacidade de resposta da Ucrânia diante da continuidade da ofensiva russa.

A Trajetória do Ex-Ministro Fedorov

Fedorov havia assumido o Ministério da Defesa em janeiro de 2026, aos 35 anos, tornando-se o ministro mais jovem da história do país. Ele tinha a responsabilidade de modernizar um Exército desgastado após mais de quatro anos de guerra, mesmo com a ajuda de pacotes bilionários dos EUA provenientes do mandato de Joe Biden. Seu foco era acelerar a adoção de novas tecnologias e reformar estruturas consideradas burocráticas e ineficientes.

Um levantamento feito pela Al Jazeera detalhou as ações de Fedorov durante os seis meses em que permaneceu no cargo. O ministro impulsionou o uso de drones, ampliou investimentos em sistemas não tripulados, iniciou mudanças nos contratos de aquisição de equipamentos militares para reduzir fraudes e promoveu substituições de dirigentes dentro da pasta.

Entre as medidas citadas por Fedorov, figuravam a limitação do uso dos terminais Starlink por tropas russas, além da expansão da produção e da compra de drones. Segundo ele, em apenas quatro meses a Ucrânia adquiriu mais equipamentos desse tipo do que durante todo o ano de 2025. Apesar dos resultados, o próprio ex-ministro afirmou que seu trabalho passou a enfrentar resistência dentro da estrutura militar.

Pouco depois de deixar o cargo, Fedorov declarou publicamente que mantinha “divergências profundas” com o comandante das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi. Segundo ele, iniciativas voltadas à modernização do Exército estavam sendo bloqueadas pelo governo, e a Ucrânia precisava “abandonar métodos tradicionais para investir em estratégias assimétricas baseadas em tecnologia”.

Divergências Estratégicas

Fedorov passou a ser identificado como o principal representante da modernização militar. Ele defendia maior utilização de drones, inteligência artificial e sistemas automatizados para compensar a inferioridade numérica da Ucrânia diante da Rússia. Ele também era associado a iniciativas de combate à corrupção e maior transparência nos contratos militares.

Já Syrskyi, comandante das Forças Armadas desde 2024, era frequentemente descrito por críticos como representante de uma doutrina militar mais tradicional, inspirada na antiga esc

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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