Trump mira Gianni Infantino para Secretário-Geral da ONU
Presidente dos EUA vê chefe da FIFA como figura capaz de "unir as pessoas"; eleição para o cargo da ONU ocorre entre agosto e outubro de 2026.
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Em um movimento que promete agitar o cenário político internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria articulando a indicação de Gianni Infantino, atual chefe executivo da FIFA, para o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A informação, divulgada pelo jornal norte-americano New York Post, surge em meio à iminente eleição do sucessor de António Guterres, cujo mandato se encerra em dezembro deste ano.
Segundo a publicação, Trump, que tem estreitado laços com o dirigente ítalo-suíço nos últimos anos, acredita que Infantino, de 56 anos, “é respeitado por todos ao redor do mundo” e possui uma habilidade especial para “unir as pessoas”. A eleição para o novo secretário-geral da ONU está prevista para ocorrer entre agosto e outubro de 2026, exigindo o apoio do Conselho de Segurança e a confirmação da Assembleia Geral.
Apesar da surpreendente proposta, não há clareza se Infantino manifesta interesse em deixar a FIFA para assumir o posto na ONU. O dirigente, que comanda a entidade máxima do futebol desde 2016 e foi reeleito por aclamação em 2019 e 2023, conta com o apoio de mais de 200 das 211 federações para buscar a reeleição como presidente da FIFA em 2027. As candidaturas para o pleito da FIFA devem ser apresentadas até 18 de novembro de 2026.
A relação entre Trump e Infantino tem sido notavelmente próxima. O presidente da FIFA foi o único dirigente esportivo presente na posse de Trump em janeiro de 2024 e chegou a entregar um questionável “Prêmio da Paz da FIFA” ao então candidato, durante a campanha pública de Trump pelo Prêmio Nobel da Paz.
Os Estados Unidos, que sediam a Copa do Mundo de 2026 em conjunto com Canadá e México – escolha feita em 2018, durante o primeiro mandato de Trump –, também foram palco do Mundial de Clubes em 2025, onde o presidente norte-americano entregou o troféu ao Chelsea. Em 2026, a cena se repetiu com a Espanha recebendo o troféu de um torneio de seleções das mãos do chefe de estado dos EUA, em evento relacionado à Copa do Mundo.
A influência de Trump no esporte, no entanto, não se limitou a cerimônias. Em uma das maiores polêmicas da atual Copa do Mundo, o presidente norte-americano admitiu ter solicitado à FIFA o cancelamento da suspensão automática do atacante Falorin Balogun, dos EUA, após sua expulsão pelo árbitro Raphael Claus na segunda fase do Mundial. A Casa Branca, inclusive, montou um dossiê com acusações sem evidências contra o juiz brasileiro, que foi taxado por Trump como “suspeito”. Outras controvérsias na competição, como vistos negados a torcedores, também marcaram a edição.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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