EUA Avaliam Ação Militar no Mali com Risco de Conflito com Forças Russas
Administração Trump discute operação contra grupo afiliado à Al-Qaeda; proposta divide governo e pode escalar tensões no Sahel.
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A administração do presidente Donald Trump discute uma possível operação militar dos Estados Unidos no Mali. A iniciativa, revelada nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026, pelo Washington Post, visa o Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), organização afiliada à Al-Qaeda. Contudo, a proposta divide o governo americano e pode gerar incidentes com tropas russas presentes na região do Sahel.
Falta de Consenso e Deterioração da Segurança
A Casa Branca ainda não aprovou o plano. Integrantes do governo americano divergem sobre a realização da ofensiva. A segurança no Mali deteriora-se continuamente. O país, controlado desde 2021 por uma junta militar, rompeu relações com nações ocidentais e fortaleceu laços com Moscou. Essa mudança coincide com uma expansão constante da atividade jihadista.
Expansão do JNIM e Confrontos
Nos últimos meses, o JNIM intensificou sua ofensiva. O grupo promoveu ataques simultâneos em diversas regiões do território malinês. Combatentes do JNIM chegaram a atuar na capital, Bamako, e conquistaram uma cidade estratégica no norte após confrontos com tropas malinesas e forças russas, conforme o Washington Post.
O JNIM é um dos principais grupos militares atuantes no Sahel em 2026. A organização amplia sua presença para além das fronteiras do Mali. Ela estende operações para países da costa da África Ocidental. Na região, o JNIM disputa influência com uma filial do Estado Islâmico.
Risco de Incidente com a Rússia e Posição dos EUA
Uma intervenção militar dos Estados Unidos aumentará o risco de incidentes com forças russas. A Rússia mantém militares no Mali por meio de um contingente vinculado ao Ministério da Defesa. Este contingente apoia o governo local no combate a grupos insurgentes. Questionado pelo Washington Post, o Departamento de Estado dos EUA não informou se apoia uma eventual ação armada. O secretário de Estado, Marco Rubio, limitou-se a reafirmar a condenação americana às atividades do JNIM na região.
Caso autorizada, a operação tornará o Mali o oitavo país a receber ações militares dos Estados Unidos desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025. Washington já conduziu operações no Iêmen, Somália, Síria, Irã, Iraque, Nigéria e Venezuela neste período.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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