Irmã de Gilmar diz que ele foi ‘morto por prazer’ a pedradas no Bairro Tiradentes
Irmã de Gilmar cobra justiça e define morte a pedradas como covardia; crime ocorreu ontem (8) no Bairro Tiradentes, em Campo Grande.
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Irmã de Gilmar cobra justiça e define morte a pedradas como covardia; crime ocorreu ontem (8) no Bairro Tiradentes, em Campo Grande.
Sem se identificar, a irmã de Gilmar, de 38 anos, morto na noite de ontem (8) em um beco no Bairro Tiradentes, em Campo Grande, desabafou sobre a perda. Ela contou que a família é de origem indígena e que o irmão morava na aldeia, sem histórico de brigas. “Meu irmão é trabalhador, nunca foi de briga. Sempre gostou de todo mundo. O que fizeram com ele foi uma covardia. Mataram sem dar tempo de ele pedir socorro. Foi por prazer, por prazer mesmo”, relatou.
Moto danificada motivou o ataque
Conforme as primeiras informações, o crime começou após uma discussão banal por causa de uma motocicleta. Os suspeitos usaram a moto da vítima e deixaram avarias. Gilmar reclamou, mas decidiu não cobrar o prejuízo. Mesmo assim, o grupo voltou ao local armado com pedras e iniciou o espancamento.
Testemunha tentou impedir agressões
Aparecida Souza, de 68 anos, dona de uma conveniência no local e moradora há quase 40 anos, presenciou o início do ataque. Ela viu entre quatro e cinco homens agredindo Gilmar com chutes e capacetadas para tirar a chave da moto. “Eu falei: ‘Cara, sua vida vale mais que a moto. Vai embora’. Ele estava chorando, desesperado. Ele disse que eu estava certa”, contou. Os agressores, porém, voltaram e perseguiram a vítima.
Violência cresceu após abertura de avenida
A moradora disse que o medo tomou conta da região depois da inauguração do prolongamento da Avenida Dalva de Oliveira. “Aqui é um beco, você passa e escuta tudo. Está um terror aqui, fico até tremendo de sair de casa”, afirmou.
Polícia investiga homicídio no Tiradentes
A Polícia Militar foi acionada por volta das 3h20 para ocorrência de lesão corporal. No local, os agentes encontraram Gilmar caído, com a face ensanguentada e deformada. O óbito foi confirmado por um médico do Corpo de Bombeiros já no beco. A Perícia Técnica recolheu vestígios.
Um segundo homem ferido conseguiu escapar e pedir ajuda. Ele sofreu traumatismo craniano, recebeu os primeiros socorros da PM e foi levado em estado grave para a Santa Casa. Ele é a única testemunha com condições de identificar os autores. O caso foi registrado como:
- Homicídio simples: morte de Gilmar.
- Homicídio simples na forma tentada: agressão ao sobrevivente.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer a motivação e identificar os autores. A irmã da vítima cobra justiça: “Se vocês tivessem visto, saberiam que foi por prazer de matar.”
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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