Patrícia dos Santos, mãe de Kayke, clama por justiça após filho ser morto a facadas em Campo Grande
Costureira Patrícia, de 44 anos, perdeu o filho caçula Kayke, de 21, esfaqueado no peito em briga no Centro de Campo Grande.
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Costureira Patrícia, de 44 anos, perdeu o filho caçula Kayke, de 21, esfaqueado no peito em briga no Centro de Campo Grande.
Em entrevista ao Campo Grande News, a mãe descreveu o filho como um menino carinhoso e trabalhador. “Ele era um menino carinhoso, companheiro, amigo. Eu não tenho nem o que falar dele. Sempre foi uma pessoa boa, trabalhador, sentava do meu lado”, disse Patrícia. “Foi uma coisa inesperada, a gente não esperava isso. Ele ia na igreja”, completou.
Crime após briga em bar na região central
Na noite do crime, Kayke estava em um momento de lazer. “Ele estava em uma festa com os amigos, sabe? Aí saiu uma briga lá, a gente não sabe o porquê. E acabaram dando uma facada nele”, contou a mãe. A notícia chegou por conhecidos, e Patrícia foi até o cruzamento das ruas 14 de Julho e Maracaju, onde viu o filho morto. “Fiquei sabendo por amigos. Aí na hora eu fui lá, ainda vi meu filho no chão”, lembrou.
Patrícia cobra justiça pela morte de Kayke
A mãe lembrou que Kayke esperava reatar com a ex-companheira e tinha planos para o futuro. “Ele tinha planos para o futuro. Fazia diárias com serviços gerais, não rejeitava serviço nenhum. Ele estava tentando reatar com a minha ex-nora, com a mãe da filha dele”, lamentou. A família fez camiseta em homenagem ao jovem.
Patrícia cobra rigor das autoridades para responsabilizar o autor do crime. “Eu quero justiça. Quero justiça porque, dependendo de qualquer coisa, a gente conhece o filho da gente quando está perto. Quando sai de perto, a gente não sabe quem é, né? Mas para tudo tem que ter justiça”, afirmou. “Uns falam que autor está preso, outros não. O policial falou que está em investigação e qualquer coisa vai me dar informação, porque até agora a gente não sabe de nada”, acrescentou.
Vaquinha para sepultamento mobiliza amigos e parentes
Sem plano funerário, a família contou com a solidariedade para o enterro de Kayke. “A gente não pagava plano funerário. Fizemos uma vaquinha social. Todo mundo ajudou: amigos, parentes… Todo mundo se juntou. Eu agradeço muito a todo mundo pelo que fez, porque se não fosse por eles, eu não sabia nem o que fazer”, finalizou a mãe, emocionada.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias da briga e trabalha para identificar o autor do golpe fatal.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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