Córrego Imbirussu amanhece tomado por sofás, animais mortos e água verde em Campo Grande
Nesta terça-feira (11), Córrego Imbirussu amanhece tomado por lixo, entulho, água esverdeada e mau cheiro em Campo Grande.
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O Córrego Imbirussu, em Campo Grande, aparece tomado por sofás, carcaças de animais, lixo e água esverdeada. Nesta terça-feira (11), a equipe do Campo Grande News percorreu três pontos da Avenida José Barbosa Rodrigues.
A visita ocorreu após um leitor relatar forte odor de esgoto. O trecho fica na divisa dos bairros Zé Pereira e Vila Almeida, no encontro da Rua Antônio Carlos com a avenida.
Córrego Imbirussu tem água esverdeada e manilha jorrando no Zé Pereira
No local, o forte odor não foi sentido pela reportagem. Porém, uma manilha jorra água constantemente no córrego. Um dos lados está esverdeado, enquanto o trecho anterior aparece mais cristalino.
Trabalhando em uma borracharia na esquina, Pedro dos Santos, de 20 anos, contou que o cheiro forte durou dois dias. “Era um cheiro tudo misturado, de esgoto, de carniça, ficou cheirando assim por uns dois ou três dias”, comentou.
O aposentado Jocimar Gonçalves, de 65 anos, afirmou que esgotos transbordam com chuva. “São vários pontos, e a água é limpa. Existe, sim, poluição, existe esgoto, inclusive que transborda da rede”, disse.
Moradores relatam transbordamento de esgoto e oscilação no mau cheiro
Jocimar destacou que a rua inclinada leva a água até o córrego. O mau cheiro é constante, mas oscila. Ele mostrou vídeos de tartarugas em um trecho limpo, perto de um posto.
A cor da água também muda. “Se chove, ela fica mais amarela. Se tem uma estiagem, ela clareia”, explicou. Ele lembra que há várias nascentes, como a da Rua Presidente Café Filho.
Sofás, animais mortos e entulho se espalham por pontes e cruzamentos
Em outra ponte, na Avenida Florestal, foram encontrados sofás abandonados, sacos de lixo com restos de poda e caixas de papelão.
- Móveis: sofás e almofadas abandonados
- Resíduos: restos de poda, sacos de lixo e papelão
- Animais mortos: carcaças descartadas no córrego
- Entulho: sacos de cimento e plásticos
Osmar Alves, de 65 anos, critica o descarte irregular. “O pessoal já deposita muitos restos de material, poda de árvore, até mesmo lixo orgânico”, afirmou. Ele também mencionou animais mortos jogados no local.
Cratera sinalizada com telha ameaça calçada na Pinto D’Água
No cruzamento com a Rua Pinto D’Água, entulhos foram parar dentro do córrego. Almofadas de sofá e plásticos dividiam espaço com a água. As margens pareciam ter sido limpas recentemente.
Uma cratera aberta está sinalizada por um pedaço de telha. A erosão atinge parte do asfalto, passa sob a calçada e chega ao córrego.
A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande para falar sobre as situações. Até o momento, não houve retorno.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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