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DNIT inicia remoção de baceiros que isolavam comunidade da Baía do Castelo no Pantanal

Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes começa a desobstruir canal de acesso a ribeirinhos a 100 km de Corumbá.

11/08/2026 às 13:53
3 min de leitura

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O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) iniciou, nesta segunda-feira (10), a retirada dos baceiros que bloqueiam o canal navegável de acesso à comunidade da Baía do Castelo, no Pantanal. Na última sexta-feira (7), o Campo Grande News mostrou que os ribeirinhos voltaram a ficar isolados devido ao bloqueio da única via fluvial da região. Apesar do começo dos trabalhos, o órgão federal informou que ainda não há previsão de quando o canal será totalmente liberado.

Acúmulo de vegetação é recorrente no Pantanal

O acúmulo de vegetação aquática flutuante é um fenômeno recorrente no Pantanal durante o período de cheias. A obstrução ocorre pela concentração de camalotes (aguapés), gramíneas e raízes, que formam ilhas densas capazes de trancar os trechos mais estreitos do curso d’água. Em março de 2026, a comunidade abriu uma estrada improvisada de 8 km para contornar o bloqueio do canal, que tem 1,2 km de extensão, após ficar um mês sem acesso à cidade. Na época, a rota terrestre foi a única saída encontrada diante da alegação de inviabilidade técnica por parte do DNIT.

Famílias ilhadas novamente com subida das águas

O trajeto emergencial, contudo, acabou sendo inundado com a subida recente das águas. Sem a via terrestre e com o canal tomado pelos baceiros, as famílias voltaram a ficar completamente ilhadas. A interrupção do canal compromete toda a rotina da comunidade. Sem o acesso fluvial, as famílias enfrentam dificuldades para buscar atendimento médico e garantir o transporte escolar de crianças e adolescentes.

Morador destaca necessidade de dragagem definitiva

Segundo o produtor rural Oséias Araújo, morador da comunidade do Castelo, a boca da baía está assoreada e estreita (com menos de 100 metros), o que impede a passagem de ilhas de baceiro que chegam a ter até 200 metros de largura. Mesmo com o início da retirada da vegetação flutuante, o produtor ressalta a necessidade de soluções definitivas, como a dragagem para alargar a entrada da baía. A intervenção é vista como a única forma de evitar novos bloqueios quando o nível do rio voltar a baixar.

Impactos do bloqueio na comunidade

  • Dificuldades de acesso: Sem canal, famílias não conseguem transporte para saúde e educação.
  • Isolamento total: A rota terrestre emergencial foi inundada, restando apenas a via fluvial bloqueada.
  • Solução paliativa: Remoção de baceiros não resolve assoreamento da entrada da baía.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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