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Londres Machado afirma que quer imóvel de volta e nega briga com genro em Campo Grande

Deputado estadual Londres Machado rebate disputa judicial e diz que busca recuperar apartamento onde filha viveu por 25 anos.

12/08/2026 às 12:54
3 min de leitura
Deputado Londres Machado nega briga e quer imóvel de volta em Campo Grande durante disputa com genro.
Deputado e a esposa Ilda durante o velório de Grazielle Machado, em 25 de junho (Foto: Arquivo)

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O deputado estadual Londres Machado afirmou que não pretende transformar em uma disputa familiar a ação envolvendo o apartamento de cerca de 400 metros quadrados, onde a filha, Grazielle Machado, viveu por aproximadamente 25 anos. Segundo ele, o objetivo é recuperar a posse do imóvel após a morte da filha, já que está registrado em seu nome. “Não tem briga. Só quero o apartamento de volta. A Justiça vai decidir. Vamos resolver”, afirmou Londres em entrevista ao Campo Grande News.

Disputa pelo imóvel no Edifício Lyon

A manifestação ocorre depois que o viúvo de Grazielle, Daniel de Oliveira Azevedo, recorreu à Justiça pedindo valor referente a metade do apartamento que fica no Edifício Lyon, na Rua Marechal Rondon, em Campo Grande. Os pais da ex-deputada estadual e ex-vereadora enviaram uma notificação extrajudicial dando prazo de dez dias para ele deixar o imóvel.

Londres sustenta que Grazielle não era proprietária do apartamento e que, apesar de ter vivido durante décadas no endereço, as despesas relacionadas ao imóvel continuaram sob responsabilidade dos pais. “Eu sempre paguei condomínio, custos”, disse.

Deputado planeja morar no imóvel com netos

Segundo o deputado, a intenção agora é que ele e a esposa passem a morar no apartamento com os dois netos, de 17 e 11 anos. Londres atualmente mora no Edifício Solar do Pantanal. Ele afirma que a decisão tem relação com a rotina dos adolescentes, que cresceram no apartamento onde viviam com a mãe. “A gente resolveu morar lá para não tirar as crianças da rotina. As crianças cresceram lá”, afirmou.

Relacionamento conturbado e guarda dos menores

Londres também destacou que o relacionamento entre Grazielle e Daniel teria sido marcado por separações e reconciliações e afirmou que o último período do casamento havia durado cerca de sete meses. Segundo o deputado, o casal havia adotado o regime de separação total de bens.

Ele lembra ainda que Daniel não é pai dos dois filhos de Grazielle. Mesmo assim, o viúvo também buscou participar das decisões relacionadas às crianças e chegou a reivindicar a guarda compartilhada. Após a morte da mãe, porém, a guarda provisória dos menores foi concedida aos avós maternos.

O deputado acrescentou que Grazielle deixou testamento indicando Ilda para exercer a tutela dos filhos. No processo de inventário, a Justiça nomeou Londres como inventariante.

Apartamento na Justiça

A matrícula do imóvel aponta Londres e Ilda como proprietários. A compra foi formalizada em 1998, por R$ 35 mil, e registrada em 2000. O apartamento ocupa um andar do Edifício Lyon, na Avenida Marechal Rondon.

A versão apresentada pelo viúvo é diferente em relação à situação do imóvel. Na ação, Daniel argumenta que Grazielle viveu no apartamento durante cerca de 25 anos, sem pagar aluguel e sem ter sido cobrada pelos pais para desocupá-lo. Para ele, essa circunstância precisa ser analisada no inventário.

O viúvo também pediu uma liminar para impedir que Londres e Ilda troquem fechaduras, retirem móveis, interrompam serviços ou adotem outra medida para obrigá-lo a deixar o apartamento. Os sogros afirmam que nunca tentaram retirá-lo à força e dizem estar otimistas com a solução da disputa “para, finalmente, deixar a Grazielle em paz”.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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