Moradores garantem que Jardim Noroeste é tranquilo após 6 crimes em 13 dias
Apesar de uma sequência de crimes na região, moradores do Jardim Noroeste afirmam que só quem se envolve com o crime corre risco.
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Na quarta-feira (12), um ex-militar do Exército, de 46 anos, foi baleado na cabeça no quintal de casa. Ele teria sido confundido com o irmão, de 47, ex-integrante do PCC. O caso é o mais recente de uma série de ocorrências no bairro.
Seis crimes em 13 dias incluem roubo e tentativa de homicídio
Em 13 dias, o Campo Grande News publicou matérias sobre seis crimes no Jardim Noroeste. Confira a lista:
- Roubo – uma ocorrência.
- Tentativa de homicídio – duas ocorrências.
- Abuso sexual – uma ocorrência.
- Cárcere privado – uma ocorrência.
- Tentativa de arremesso de drogas no Complexo Penitenciário da Capital.
O crime do ex-militar se soma aos demais, reforçando a sequência de violência na região.
Moradores do Jardim Noroeste veem bairro como tranquilo
A cabeleireira Josefa Rocha, de 62 anos, moradora próxima ao presídio, diz não ter preocupações. “À noite é tranquilo. Só corre risco quem faz coisa errada”, afirma. Ela reconhece que outras áreas do bairro são mais perigosas. “Eu morava na Indianá, tinha roubo todo dia. Aqui é tranquilo.”
Elba Souza, de 43 anos, mora no bairro há 25 anos e acredita que a região já foi pior. “Já teve mais problemas, mas agora tá mais tranquilo”, conta. Ela ressalva que a região perto do Lumiére é mais complicada. Sobre o presídio, ela diz que não influencia na segurança: “O problema são os moradores mesmo.”
O comerciante José de Oliveira, de 77 anos, reclama da falta de policiamento. “Quase não vemos polícia, só quando tem tragédia”, afirma. Ele evita sair à noite, mas garante que não é por medo. Ele conta que os vizinhos repassam as notícias do bairro.
A costureira Quitéria Mesquita, de 63 anos, diz circular sem medo. “Saio normalmente, vou ao mercado. Me acostumei com o bairro”, relata.
Já a aposentada Sirene Gonçalves, de 74 anos, teve a casa furtada. “Tem muito roubo de fio. Já roubaram o vizinho também”, diz. Ela prefere ficar em casa ao anoitecer. “A partir das 16h, eu fecho tudo e vou para dentro.”
Os relatos mostram que, apesar da sequência de crimes, parte dos moradores mantém uma visão positiva do bairro. Outros, no entanto, cobram mais segurança e evitam sair à noite.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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