Ex-militar Jorciley Eloi de Moraes morre baleado na cabeça após ser confundido com irmão em Campo Grande
Ex-militar do Exército, Jorciley Eloi de Moraes, 46 anos, morreu após ser baleado na cabeça ao ser confundido com o irmão.
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Morreu na noite de quinta-feira (13), na Santa Casa de Campo Grande, o ex-militar do Exército Jorciley Eloi de Moraes, de 46 anos. Ele foi atingido por um tiro na cabeça no início da noite de quarta-feira (12), enquanto estava sentado de costas no portão do quintal de uma residência na Rua Andrade Neves, no Bairro Jardim Noroeste.
Família aponta engano na identificação
A suspeita é que a vítima foi confundida com o próprio irmão, Gilson Eloi de Moraes, de 47 anos, que estava em liberdade condicional. Os autores, segundo o boletim de ocorrência, estavam em uma motocicleta preta. Usando capacetes que impediram a identificação, os suspeitos efetuaram o disparo contra a cabeça de Jorciley e fugiram em rumo ignorado.
Ferimentos graves e tentativa de socorro
A vítima sofreu ferimentos graves, com perda de massa encefálica. Ele foi socorrido por uma moradora e levado inicialmente ao CRS (Centro Regional de Saúde) Tiradentes, de onde foi transferido em estado gravíssimo para a Santa Casa, mas não resistiu. A morte foi confirmada às 19h43 de quinta-feira. Na manhã de quinta-feira, vestígios de sangue ainda podiam ser vistos na calçada e em uma peça de roupa espalhada pelo chão do quintal.
Histórico criminal do irmão e motivação
Moradores da região relataram que o ex-militar não morava no local, mas frequentava a casa e era conhecido por ser uma pessoa “tranquila e trabalhadora”, reforçando a tese de engano. Conforme o boletim de ocorrência, Gilson relatou estar em liberdade condicional e ter pertencido à facção criminosa paulista. Por isso, acreditava que o grupo criminoso rival, o CV (Comando Vermelho), teria ordenado o ataque contra ele.
- Vítima confundida: Jorciley estava sentado de costas no portão do imóvel e, por ser “muito parecido com o irmão”, acabou sendo baleado.
- Antecedentes de Gilson: Acumula mais de 31 anos de penas na Justiça por homicídio qualificado, roubo e lesão corporal. Inclui assassinato em 1997 contra cobrador de táxi-lotação em Cuiabá (MT) e episódio em 2017 em Campo Grande, onde usou documento do irmão para tentar esconder identidade após furto.
- Liberdade condicional: Gilson havia progredido para o livramento condicional em julho, concedido pela 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande.
O caso foi atendido por equipes do Batalhão de Choque, do GOI (Grupo de Operações e Investigações), da Polícia Civil e da Perícia Técnica, e segue sob investigação para apurar a autoria do homicídio.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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