Domingo, 18 de Outubro de 2026

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Menu
ESTADO

Polícia revela que sequestradora de bebê em MS planejou crime por meses para conseguir menina

Suzilaine da Graça Costa, presa com a recém-nascida no Paraguai, investigou gestantes até encontrar uma menina, diz DEPCA.

14/08/2026 às 10:52
3 min de leitura
Sequestradora procurou gestantes até encontrar menina que queria, diz polícia
Suzilaine quando foi presa no Paraguai após ser pega com a bebê (Foto: Divulgação)

Anuncie Aqui

A delegada Anne Karine Trevizan, da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), detalhou nesta sexta-feira (14) que Suzilaine da Graça Costa planejou o sequestro da bebê de uma adolescente de 17 anos por aproximadamente um mês. A motivação, segundo a polícia, era ter uma filha — a suspeita já tem três filhos, criados pela avó enquanto ela esteve presa.

Como a suspeita se aproximou da família

A investigação aponta que Suzilaine usou grupos de WhatsApp de bairros para ganhar a confiança da mãe. Ela se apresentava como alguém disposta a ajudar, oferecendo doações de roupas e fraldas. A delegada destacou que a abordagem foi calculada e gradual.

  • Estratégia de aproximação: A suspeita doava roupinhas e fraldas, visitava a casa e se mostrava solícita, conquistando a família.
  • Falso perfil: Dizia trabalhar com produção de fotos e combinou uma sessão fotográfica para o dia anterior ao sequestro, impedida pela família devido ao frio.
  • Disfarce final: No dia do crime, ofereceu R$ 100 para que a mãe cuidasse de uma suposta filha de seis meses (na verdade, sua neta), levando a adolescente e a bebê para um cativeiro.

O sequestro e a fuga

No dia do crime, Suzilaine criou uma conta em aplicativo de transporte para não ser identificada. Ela levou as duas adolescentes e a recém-nascida para um imóvel em Campo Grande, onde um homem cedeu a casa por R$ 1.000. As meninas foram abandonadas em um matagal, enquanto a sequestradora fugiu com a bebê para o Paraguai.

  • Planejamento: Conta de aplicativo criada um dia antes; roupa da bebê trocada para parecer menino; bebê-conforto substituído.
  • Participação: O companheiro Alex Melo de Abreu sabia do sequestro; a suspeita alegou gravidez e posterior perda do bebê, mas a polícia constatou que ela nunca esteve grávida.

Versão de dívida de drogas foi descartada

Apesar de Suzilaine sustentar que o crime foi motivado por uma dívida de drogas, a delegada afirmou que essa teoria foi criada para despistar a polícia e intimidar as adolescentes. A investigação concluiu que não há envolvimento de facção ou tráfico internacional.

  • Motivação real: A suspeita queria uma filha para preservar o relacionamento com o companheiro, após ter passado boa parte da vida dos filhos mais velhos presa.
  • Outras abordagens: Uma mulher procurou a polícia relatando contato semelhante, mas a delegada confirmou que não houve outras vítimas de sequestro.

Orientações para famílias

A delegada alertou para que famílias tenham cautela com pessoas que se aproximam oferecendo doações em grupos de bairro. “É preciso analisar bem quem está se aproximando e por que”, disse. A investigação foi encerrada e o material será enviado ao Judiciário.

A bebê foi resgatada no Paraguai, repatriada e devolvida à família em Campo Grande na quarta-feira (13). Os três envolvidos estão presos.

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

Ver mais matérias