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Samu Indígena reduz para 6 minutos o tempo de espera por socorro nas aldeias de Dourados

Inaugurado há um ano em Dourados (MS), o serviço de urgência indígena atendeu 2,4 mil ocorrências e reduziu o tempo de resposta de 15 para 6 minutos.

14/08/2026 às 13:32
3 min de leitura
Viatura do Samu Indígena em Dourados (MS) que reduziu tempo de espera para 6 minutos nas aldeias
Uma das viaturas que o Samu Indígena usa em Dourados (Foto: Victor Arguelo/Governo de MS/Arquivo)

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O primeiro Samu Indígena do Brasil, implantado em agosto de 2023 na Reserva Indígena de Dourados, completou um ano de operação com resultados expressivos. O tempo médio entre a ligação para o 192 e a chegada da viatura caiu de 15 para 6 minutos, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (14).

Queda de 60% no tempo de espera

A redução representa uma melhoria de 60% no atendimento de urgência para cerca de 25 mil moradores das etnias Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva e Terena. Desde o início, o serviço registrou 2,4 mil chamados, o equivalente a 204 atendimentos por mês.

  • Tempo anterior: 15 minutos (dependia do Samu de Dourados)
  • Tempo atual: 6 minutos (com equipe dentro da reserva)
  • Total de ocorrências: 2.400 em 12 meses

Equipe formada por indígenas

Dos 14 profissionais do Samu Indígena, sete são indígenas que falam português e guarani. O enfermeiro indígena Everton Nunes Pontes destaca a vantagem do conhecimento local. “O conhecimento geográfico da região ajuda no tempo de deslocamento. Criamos o projeto Samu na comunidade para orientar sobre como acionar o serviço”, afirmou. A secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, reforçou que a presença de profissionais que falam a língua materna garante um atendimento mais humanizado.

Funcionamento e integração

O Samu Indígena é vinculado à Central de Regulação de Urgências do Samu Regional Dourados. As viaturas podem transferir pacientes para hospitais da região e, se necessário, solicitar suporte avançado. O atendimento é ininterrupto, 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Antes do serviço especializado, os indígenas dependiam do Samu da cidade, que demorava mais de 15 minutos para chegar às aldeias. Agora, a assistência inicial é mais rápida em casos de AVC, traumas graves e insuficiência respiratória.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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