Ministério da Defesa monta grupo que traça estratégia militar até 2050
Portaria no DOU cria grupo para mapear ameaças e planejar defesa nacional até 2050.
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O Ministério da Defesa publicou portaria no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (27) que cria um grupo de trabalho para elaborar o Cenário Militar de Defesa (CMD) 2028-2050. O documento vai mapear tendências, riscos, atores e eventos capazes de afetar a segurança nacional.
Ministério da Defesa planeja estratégia militar até 2050
O estudo orientará decisões futuras sobre treinamento, tecnologia, equipamentos, estrutura e capacidade de resposta da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. A portaria não cita guerra específica nem indica ameaça imediata contra o Brasil.
A proposta é trabalhar com cenários e incertezas, avaliando como mudanças políticas, tecnológicas, econômicas e internacionais podem impactar a defesa nacional. O grupo poderá usar ferramentas de projeção de cenários, redes de pesquisa e conhecimento de especialistas.
Militares e civis com experiência técnica também podem ser convidados a participar das discussões.
Grupo terá 18 integrantes e prazos definidos
O grupo será formado por 18 membros. A composição prevê 12 representantes da administração central do Ministério da Defesa, dois da Marinha, dois do Exército e dois da Aeronáutica.
- Integrantes: 18 membros no total.
- Representação: 12 do Ministério da Defesa, dois da Marinha, dois do Exército e dois da Aeronáutica.
- Primeira etapa: apresentar metodologia, cronograma e alcance do trabalho em até 15 dias após a publicação.
- Entrega final: proposta até 15 de dezembro de 2027, com possibilidade de prorrogação.
Sigilo e impacto do documento final
Parte das discussões pode ficar sob sigilo. Conteúdos em elaboração circularão apenas nas estruturas internas de comando. Reuniões com documentos sigilosos serão presenciais em Brasília.
O CMD deve servir de base para a Política Militar de Defesa (PMD) e a Estratégia Militar de Defesa (EMD). Esses documentos orientam o preparo e o emprego das Forças Armadas.
A participação no grupo não será remunerada. O documento final não determina automaticamente a compra de armas nem a movimentação de tropas. Ele funciona como um mapa estratégico para orientar as próximas decisões militares do país.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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