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BR-163 em MS testa radar de velocidade média sem multa

Projeto-piloto na BR-163, em Mato Grosso do Sul, mede velocidade média por 180 dias, sem aplicação de multas nesta etapa.

15/09/2026 às 18:26
3 min de leitura
Radares de velocidade média na BR-163 em Mato Grosso do Sul durante projeto-piloto experimental
Radares na BR-163 que atualmente é adminstrado pela Motiva Pantanal (Foto: Arquiv/Campo Grande News)

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A BR-163/MS vai testar um novo sistema de controle de velocidade média em um trecho de 11 quilômetros, entre os km 620 e 630, em São Gabriel do Oeste. A autorização foi dada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para um projeto-piloto que começa em caráter experimental e não vai gerar multas.

Como funciona o radar de velocidade média

Diferentemente dos radares tradicionais, que medem a velocidade em um ponto fixo, o novo sistema calcula o tempo que o veículo leva para percorrer uma distância entre dois pontos de monitoramento.

O primeiro equipamento registra a passagem do veículo. Mais adiante, um segundo ponto faz nova leitura. Com a distância e o intervalo de tempo, o sistema calcula a velocidade média no trecho.

Por exemplo, em uma via com limite de 60 km/h, o motorista deve percorrer, em média, no máximo 1 km por minuto. Se a distância entre os pontos for de 2,5 km, o tempo mínimo para percorrê-la é de 2 minutos e 30 segundos. Se o veículo fizer o percurso em menos tempo, a velocidade média será superior ao limite.

Experimento técnico e educativo

O projeto foi formalizado pela Decisão SUROD nº 1.338, de 9 de setembro de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 11 de setembro. A execução será feita pela Concessionária de Rodovia Sul-mato-grossense S.A., responsável pela BR-163/MS, sob a marca Motiva Pantanal (antiga CCR MSVia).

O teste terá duração inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado ou encerrado antes, a critério da SUROD. Durante esse período, não haverá multa por excesso de velocidade média. O objetivo é avaliar a viabilidade, confiabilidade e desempenho da tecnologia.

Sinalização obrigatória

A concessionária deverá instalar sinalização adequada para informar os motoristas sobre o monitoramento. A exigência consta na decisão da ANTT, que diferencia o experimento de uma eventual fiscalização definitiva.

Os dados coletados durante o projeto serão enviados mensalmente à SUROD para análise.

  • Confiabilidade: avaliação da precisão dos dados produzidos pelo sistema;
  • Equipamentos: verificação do funcionamento e desempenho técnico;
  • Usuários: análise do comportamento dos motoristas no trecho;
  • Operação: monitoramento do desempenho operacional em condições reais;
  • Outros aspectos: inclusão de critérios adicionais considerados relevantes pela SUROD.

Testes em oito estados

O projeto faz parte de um conjunto de experiências autorizadas pela ANTT em rodovias federais concedidas. Além de Mato Grosso do Sul, há testes em trechos no Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Tecnologia ainda não significa nova multa

O sistema pode identificar se um veículo percorreu o trecho em velocidade média acima do limite, mas o projeto-piloto não autoriza a aplicação de multas com base nesses dados. A ANTT reforçou que a velocidade média aferida não poderá, sozinha, fundamentar autuações durante o experimento.

Eventual uso futuro da tecnologia para fiscalização dependerá dos resultados dos testes e de análises técnicas e regulatórias. Neste momento, a BR-163/MS é um laboratório para avaliar o funcionamento do sistema e a reação dos motoristas.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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