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POLÍTICA

Mendonça rebate Gilmar e nega vazamentos no caso Master

Ministro do STF responde a críticas do decano e defende legalidade de suas decisões.

17/09/2026 às 09:48
3 min de leitura
Ministro André Mendonça rebate Gilmar Mendes e nega vazamentos no caso Master
Reprodução

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nota nesta quinta-feira rebatendo críticas feitas pelo decano Gilmar Mendes sobre o caso Master. Sem citar o colega diretamente, o relator negou ter transformado o plenário em palanque ou usado berros para encobrir acusações sem fundamento jurídico.

Críticas de Gilmar e reação de Mendonça

Mais cedo, Gilmar Mendes havia saído em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nas redes sociais. O decano sustentou que a divulgação de trechos que mencionam Gonet teria finalidade político-eleitoral e chamou Mendonça de “pixuleco eleitoral”. O relator rebateu o ponto central da crítica: afirmou que a ideia de retirar o sigilo de todos os procedimentos, sem exceção, não partiu de seu gabinete, mas de quem agora se declara contrariado com a publicidade dos autos.

Mendonça disse ter limitado o levantamento do sigilo a um procedimento específico, em decisão fundamentada e dentro de sua competência. O ministro também recusou a acusação de tolerância com vazamentos, informando que determinou a apuração de toda divulgação irregular ocorrida na investigação, inclusive com fase própria diante da suspeita de envolvimento de um servidor da Polícia Federal.

Seletividade e código de ética

Na nota, Mendonça apontou seletividade: a inquietação com a exposição de terceiros surgiu após o pedido de acesso ao celular de um investigado e da publicação, na imprensa, de conversas que constrangeriam apenas ministros com entendimento diferente. Para ele, o uso indevido da publicidade não estaria na decisão formal, passível de recurso, mas na tentativa de constranger pares com insinuações sobre o que pode ou não vir a público.

O texto também defendeu a aprovação de um código de ética no STF, proposta apoiada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Mendonça afirmou que o código deveria regular a postura dos magistrados dentro e fora do tribunal, inclusive no trato entre colegas, e que a verborragia gera o efeito contrário à segurança que o Judiciário deveria transmitir.

Confronto no plenário

O impasse desta quinta-feira soma-se ao confronto ocorrido no plenário, durante a análise do relatório da PF que mencionou troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Gilmar acusou Mendonça de leviandade e desfaçatez ao tratar de Gonet. Mendonça reagiu pedindo respeito e dizendo que a sessão não era brincadeira. Flávio Dino pediu vista e cobrou providências de Fachin sobre o bate-boca.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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