Flávio Bolsonaro entrou na Argentina de avião, suspeita PF
Polícia Federal investiga se Flávio Bolsonaro usou jato particular para chegar à Argentina, em vez de cruzar a fronteira por Foz do Iguaçu.
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Polícia Federal investiga a suspeita de que o senador Flávio Bolsonaro tenha entrado na Argentina em um avião privado, e não pela fronteira terrestre entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, como afirmam as autoridades argentinas. Um jato ligado ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador, fez o trajeto de Brasília a San Fernando, nos arredores de Buenos Aires, na manhã de terça-feira.
Jato de amigo de Flávio deixou Brasília na terça
O avião, um Cessna 560XL Citation Excel, decolou de Brasília por volta das 5h e pousou em San Fernando às 8h40. A PF não descarta nenhuma possibilidade, mas considera a hipótese mais plausível o uso de aeronaves para deixar a região de Brasília. De carro, o trajeto até Foz do Iguaçu levaria mais de 18 horas.
Os investigadores suspeitam que o jato pode ter sido usado no plano para tirar Flávio do Brasil. A linha de investigação indica que o senador viajou de Brasília para Buenos Aires e depois seguiu para Puerto Iguazú, de onde partiu com a família em outra aeronave na noite de terça, rumo aos Estados Unidos.
PF investiga rota alternativa até Puerto Iguazú
A dúvida agora é como foi o deslocamento de San Fernando a Puerto Iguazú, distância superior a 1.200 km. Ainda não há informações sobre o meio de transporte usado nesse trecho.
Flávio Bolsonaro é investigado no STF
Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro em um inquérito no Supremo Tribunal Federal. A PF encontrou indícios de que o senador foi cadastrado como usuário master de uma conta bancária de uma empresa do advogado. Foi nessa investigação que o ministro Alexandre de Moraes mandou Flávio entregar os passaportes, ordem descumprida.
Versão argentina diverge da PF
Autoridades argentinas afirmam que a família entrou por terra às 22h50 de terça e embarcou às 23h30 em um Gulfstream rumo aos EUA, com escala no Equador. Investigadores brasileiros suspeitam que o registro migratório possa ter sido feito horas depois da entrada real.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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